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Porto Alegre, quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017. Atualizado às 14h36.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

Alterada em 23/02 às 14h42min

BC vê tendência de taxas de juros declinante e elevação pontual em janeiro

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, afirmou nesta quinta-feira que a tendência atual dos juros é declinante. Segundo ele, as elevações verificadas em janeiro foram pontuais.
Já a inadimplência, destacou Maciel, mostra estabilidade. Considerando as operações com recursos livres e direcionados, houve de fato estabilidade de dezembro para janeiro. No caso específico dos recursos livres para pessoas jurídicas, no entanto, houve alta de 0,2% na inadimplência.
Esta variação, conforme Maciel, é justificada pela contração do estoque. "A redução do estoque faz subir a inadimplência. Em janeiro, houve contração do saldo mais significativa", citou.
Segundo Maciel, o aumento do juro no primeiro mês do ano é um movimento sazonal e está ligado ao comportamento dos tomadores de crédito, principalmente famílias.
Ignorando a queda da taxa básica Selic, bancos aumentaram o juro médio à pessoa física de 71,7% em dezembro para 72,7% em janeiro. Em algumas operações como o crédito parcelado do cartão, a taxa saltou 8,1 pontos porcentuais em um mês.
Maciel explicou que o aumento do juro no crédito é comum em janeiro especialmente porque mais pessoas tomam empréstimos no início do ano. Ele argumentou que, com o 13º salário, famílias costumam quitar dívidas no fim do ano. Isso acaba por diminuir o risco das instituições financeiras que, por consequência, reduzem o custo das operações de crédito em dezembro.
Já em janeiro, acontece exatamente o contrário. Maciel explica que, sem o 13º salário e com maior volume de compromissos financeiros, famílias voltam a tomar crédito em linhas como o cheque especial e crédito rotativo do cartão. Assim, o risco dos bancos aumenta e sobe também o custo das operações aos clientes. "O efeito sazonal na pessoa física decorre da composição do crédito tomado", disse.
Apesar desse movimento de alta do juro dos bancos na contramão da queda da Selic, que já caiu de 14,25% para 12,25% ao ano, Túlio Maciel acredita que as taxas dos financiamentos voltarão a cair.
"Nossa expectativa é que isso aumento do juro no crédito seja pontual em meio ao ciclo de redução do juro. Devemos ver retomada da queda da taxa de juro no crédito nos próximos meses", disse Túlio Maciel em entrevista para apresentar os números.
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