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Porto Alegre, quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017. Atualizado às 08h33.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 23/02/2017. Alterada em 23/02 às 08h34min

Banco Central reduz taxa Selic para 12,25%

O Banco Central (BC) confirmou a expectativa de analistas e reduziu ontem em 0,75 ponto percentual a taxa básica de juros da economia, para 12,25% ao ano. Foi a segunda redução de 0,75 ponto percentual, confirmando o ritmo de queda mais acentuada dos juros já apontado pelo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, anteriormente.
A queda da Selic se ancora em dados que indicam que a inflação está convergindo para o centro da meta de 4,5% ao ano e com a atividade econômica demorando a demonstrar sinais de recuperação. Ontem, a prévia da inflação atingiu o menor nível para o mês em cinco anos e se aproximou de 5% em 12 meses.
O IPCA-15 avançou 0,54% em fevereiro, acelerando em relação à alta de 0,31% de janeiro. No acumulado em 12 meses até fevereiro, o IPCA-15 subiu 5,02%, contra 5,94% em janeiro. "Os fatores que levaram a inflação para a meta no último trimestre vão permanecer, não vejo como ter uma reversão desses fatores. A recessão brutal que o País enfrenta ajuda a segurar os preços", diz José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator.
Segundo o Boletim Focus, do Banco Central, a inflação deve encerrar o ano a 4,43%. Para 2018, a expectativa é que o IPCA termine a 4,5% ao ano. Para a Selic, a expectativa é de, respectivamente, 9,5% e 9%.
A convergência da inflação para o centro da meta alimenta perspectivas de que o CMN (Conselho Monetário Nacional) vá reduzir, na reunião de junho, o centro da meta para a inflação. Há economistas que veem o centro em 3% ao ano.
Além da queda da inflação, a demora na recuperação da atividade econômica do País também deve dar munição para que o Banco Central sustente o ritmo de 0,75 ponto percentual na redução da Selic. Na última quinta-feira, o BC divulgou que seu indicador de atividade econômica recuou 4,5% no ano passado, no segundo ano seguido de retração da economia brasileira. Na comparação mês a mês, houve queda em dezembro na comparação com novembro, de 0,26%, no dado dessazonalizado.
Para Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset, o BC manterá o corte de 0,75 ponto percentual até o último trimestre deste ano, quando vai reavaliar o ciclo de afrouxamento monetário. Em 2018, Vieira vê quedas de 0,25 ponto percentual, principalmente se a meta de inflação mudar agora, na reunião de junho do CMN.
"Mas o BC vai monitorar riscos políticos e de o banco central americano começar um ciclo muito forte de elevação de juros nos Estados Unidos", ressalta o economista da Infinity Asset.

Atratividade da renda fixa ainda não é eliminada

O corte na Selic em 0,75 ponto percentual não minou a atratividade dos investimentos em renda fixa, segundo analistas. Mesmo com a trajetória de queda da taxa básica de juros, o recuo da inflação têm garantido um juro real alto nessas aplicações, como títulos públicos, títulos privados e fundos de renda fixa.
"Estamos com um juro real corrente por volta dos 7%, então o CDI está nos proporcionando um ganho melhor do que o que está explícito", afirma Michael Viriato, coordenador do laboratório de finanças do Insper.
Segundo a Associação Nacional dos Executivos em Finanças (Anefac), os fundos de renda fixa só perdem para a poupança caso a taxa de administração supere 2,5% ao ano. "A renda fixa ainda é muito vantajosa. Já quem quiser diversificar indo para a bolsa precisa pensar no longo prazo, pois são operações de risco", diz Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor da Anefac.
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