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Porto Alegre, terça-feira, 21 de fevereiro de 2017. Atualizado às 16h25.

Jornal do Comércio

Economia

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Alterada em 21/02 às 16h30min

Comercializadora da CPFL espera crescer 50% em volume vendido ao consumidor

A CPFL Brasil, comercializadora de energia do grupo CPFL, espera registrar um crescimento expressivo em 2017 no volume de energia vendida aos consumidores livres, avançando com a conquista de novos clientes que migram ao mercado livre e com a venda de energia para consumidores que já atuam no segmento. "Devemos crescer 50% em volume para o consumidor final", contou o diretor-presidente da CPFL Brasil, Daniel Marrocos, que foi nomeado recentemente para o cargo depois de ocupar interinamente a posição por mais de um ano e meio.
"O crescimento ocorrerá em cima da expansão de 42% registrada em 2016", destacou o executivo. Ele lembrou que, entre os clientes atuais, o que se observa é uma redução dos volumes negociados, tendo em vista a diminuição do consumo. Mas a CPFL Brasil conseguiu vender energia para alguns consumidores livres atendidos por outras comercializadoras, o que tem ajudado a incrementar o volume de energia da carteira. "Isso foi resultado de uma estratégia de compra de energia em momento adequado. Conseguimos ser competitivos no momento da venda", disse Marrocos, em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Adicionalmente, a empresa prevê a incorporação de novos clientes à sua base em decorrência do movimento de migração de consumidores especiais, com demanda entre 1 MW e 3 MW, que podem deixar de ser atendidos pelas distribuidoras e passar a atuar no mercado livre desde que comprem energia de fontes incentivadas (eólica, solar, biomassa ou pequenas centrais hidrelétricas).
O executivo lembrou que somente nos últimos dois anos o número de consumidores no mercado livre cresceu 126%, para 4.062, com a incorporação, principalmente, de consumidores especiais, levando à uma queda no tíquete médio dos consumidores. "Em 2014, a média é de 1,7 MW médio, e a expectativa para 2017 é chegar a 1 MW médio", disse. Em termos de volume, a energia contratada no mercado livre total cresceu 9% entre 2014 e 2016, enquanto a energia proveniente de fontes incentivadas avançou 35%, para 2658 MW médios. Para a CPFL Brasil, em 2017 haverá uma adição de 1000 MW médios de fontes incentivadas no mercado livre, e o potencial para o longo prazo é de dobrar o mercado neste segmento.
Essa tendência de forte crescimento de consumidores especiais implicou em um desenho de estratégia de atuação da CPFL Brasil que inclui a padronização e automação dos processos e nos contratos. O movimento já foi iniciado, com a automação de processos comerciais e de interação com clientes. Agora a empresa está realizando projetos para a automação de processos internos, incluindo o faturamento dos contratos.
Marrocos afirma que o plano da empresa inclui ainda o desenvolvimento de ferramentas de TI para os próximos três anos. "Um número de clientes superior, com um tíquete médio menor, exige maior produtividade e eficiência", disse, sem revelar o montante de investimentos que estão sendo realizados pela empresa.
Parte desses novos clientes especiais pode ser incorporada por meio da modalidade varejista, regulamentada no início do ano passado com o objetivo de simplificar o processo de migração e operação dos consumidores, especialmente os de menor porte. Nesta modalidade, a comercializadora funciona como representante de consumidores e passa a funcionar como uma pequena distribuidora, agregando a carga de energia desses consumidores, centralizando a gestão dos contratos e o relacionamento com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que passa a contabilizar como agente apenas o comercializador varejista.
Há poucas comercializadoras habilitados até agora como varejistas. Muitas resistem a operar na modalidade alegando que ela amplia os riscos relacionados à inadimplência dos consumidores. "Somos solidários com a discussão sobre a inadimplência e seus riscos, mas entendemos que o risco do varejista não é tão pior que na comercialização tradicional", disse Marrocos. Embora defenda a permissão para que a comercializadora varejista possa fazer o corte do fornecimento em caso de inadimplência - o que não tem atualmente previsão legal -, ele explica que é possível limitar o risco da comercializadora com "critérios seletivos para a contraparte".
No total, o braço varejista da CPFL Brasil já atende por esta modalidade 10 unidades consumidoras, somando 10 MW médios. A expectativa, disse Marrocos, é encerrar este ano com 25 MW médios dentro da carteira.
Ainda em 2017, a CPFL Brasil pretende atuar de forma mais ativa nos produtos financeiros de energia, que passaram a ser negociados com um pouco mais de volume no ano passado e tentam se consolidar no mercado. "Entendemos que haverá um tempo de amadurecimento. Esse mercado tende a ser expressivo no futuro", comentou.
Numa visão de futuro de longo prazo, a CPFL Brasil se prepara para atuar no segmento de gás natural. "Estamos construindo nosso plano de negócio e ao longo de 2017 queremos entender melhor esse mercado, que está evoluindo do ponto de vista da comercialização, para em 2018 ter um posicionamento firme quanto à forma de atuação", disse.
"As estratégias de atuação da CPFL Brasil para 2017 não tiveram influência do novo controlador do grupo, a chinesa State Grid, comentou Marrocos. "O novo acionista não trouxe uma posição específica, embora eles tenham um lado tecnológico forte. Neste momento estamos apresentando o mercado livre a eles, e não há uma definição de como aportar o benefício do novo acionista", disse.
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