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Porto Alegre, terça-feira, 21 de fevereiro de 2017. Atualizado às 12h12.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Alterada em 21/02 às 12h15min

Brasil vai importar café para segurar alta de produto

Folhapress
Para ajudar a reduzir o amargor financeiro do cafezinho, causado pela escassez de um dos tipos de café produzidos no País, o governo abriu uma janela de quatro meses para a importação. Será a primeira vez que o Brasil, maior produtor mundial de café, comprará quantidade significativa do produto "in natura" de concorrentes, uma medida para compensar a quebra de safra.
Com a escassez, o preço do café solúvel subiu 14,9% em 12 meses até janeiro, segundo o IBGE (IPCA). O café em pó teve alta de 20%. O governo autorizou apenas a importação do café robusta, um tipo mais amargo e mais barato, geralmente utilizado na produção de café solúvel. Essa foi a variedade afetada pela estiagem. O produto deverá vir do Vietnã, maior produtor da variedade.
O café nobre é o tipo arábica, cuja produção não foi afetada pela escassez de água.
Nesta segunda (20), foi publicada uma portaria com exigências para evitar a entrada de pragas que possam afetar a produção nacional no futuro. Essa era a última etapa para que a indústria pudesse começar as importações.
"Está tudo resolvido", disse o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, em São Paulo, após lançamento de um programa do governo para reduzir a burocracia no campo. Na semana passada, a secretaria de comércio exterior autorizou a importação de 1 milhão de sacas de café robusta --250 mil por mês entre fevereiro e maio-- com imposto de 2%.
De 1997 a 2017, o país importou apenas 7.000 sacas (cada saca tem 60 quilos).
Uma seca que atingiu principalmente o Espírito Santo fez a produção de robusta cair para 7,99 milhões de sacas em 2016, 30% menos que o registrado um ano antes. O Estado é o maior produtor do grão no país. Para esta safra, que começa a ser colhida em maio, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) espera produção de até 9,6 milhões de sacas, ainda abaixo do pico de 2014, quando foram colhidas 13 milhões de sacas.
Mas a importação tem sido motivo de críticas de produtores capixabas, que afirmam haver estoque de 4 milhões de sacas no Estado. O governo, no entanto, diz que há 1,8 milhão de sacas para serem comercializadas. O déficit para atender a indústria é de 1,27 milhão de sacas, de acordo com o Ministério da Agricultura.
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