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Porto Alegre, terça-feira, 21 de fevereiro de 2017. Atualizado às 11h52.

Jornal do Comércio

Economia

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Turismo

21/02/2017 - 11h41min. Alterada em 21/02 às 11h52min

Entidades do turismo defendem mudanças de regras

Uma das medidas para atrair turistas é transformar a Embratur em agência e liberar vistos

Uma das medidas para atrair turistas é transformar a Embratur em agência e liberar vistos


CAMILA SOUZA/ GOVERNO DA BAHIA/DIVULGAÇÃO/JC
A indústria do turismo viveu uma verdadeira "guerra de cartas" um dia antes da reunião que vai avaliar medidas para mudar a estrutura do setor no Brasil. Entidades e empresas do turismo divulgaram cartas nessa segunda-feira(20), em defesa da isenção de vistos para estrangeiros de quatro países, liberação de 100% de capital estrangeiro em companhias aéreas e transformação da Embratur em agência com recurso de contribuições sociais. Os textos foram resposta às críticas de outros segmentos às propostas do Ministério do Turismo.
Nos últimos meses, a pasta tem liderado campanha no governo para a adoção de mudanças na legislação para abrir o setor brasileiro. O pacote é baseado em três medidas polêmicas: 1) isentar turistas dos Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália de vistos para entrar no Brasil, 2) liberar o capital estrangeiro em até 100% nas aéreas e 3) transformar a Embratur em agência com parte do dinheiro que hoje financia entidades como o Sebrae. As medidas serão analisadas nesta terça-feira (21), em reunião com os ministros da Fazenda, Planejamento, Turismo, Relações Exteriores e Casa Civil.
"São medidas simples que dependem apenas de vontade política e têm grande impacto no setor", cita uma das cartas do setor de turismo assinada por 28 entidades. Segundo o texto, a adoção das medidas propostas poderia injetar até R$ 1,4 bilhão na economia nacional.
O presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, prevê que se o plano for adotado integralmente, o Brasil pode chegar a 2022 com 12 milhões de turistas estrangeiros que gerariam receita de US$ 19 bilhões. "Não podemos perder no turismo", disse.
As duas cartas que defendem as medidas foram divulgadas horas depois de as mesmas medidas serem duramente criticadas por dois outros textos. Como mostrou o jornal O Estado de S. Paulo, o setor industrial e parte da diplomacia se manifestaram contra.
"Nenhum País do porte e da expressão política do Brasil adota a dispensa unilateral de vistos de turista, medida que implica tratamento assimétrico a seus nacionais", explica a carta do Itamaraty. 
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