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Porto Alegre, quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017. Atualizado às 20h01.

Jornal do Comércio

Economia

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CONSUMO

Notícia da edição impressa de 22/02/2017. Alterada em 22/02 às 20h03min

Gaúchos lideram vendas do e-commerce no Sul

Gastos com moda e acessórios e depois eletrodomésticos lideram o perfil de compras on-line dos gaúchos

Gastos com moda e acessórios e depois eletrodomésticos lideram o perfil de compras on-line dos gaúchos


Lojas Renner/Reprodução/JC
Patrícia Comunello
Os consumidores gaúchos responderam por quase 40% da receita com vendas on-line na região Sul em 2016. Os gastos somaram R$ 2,9 bilhões, 6,5% da cifra total movimentada pelo e-commerce no ano passado, que chegou a R$ 44,4 bilhões, segundo o relatório Webshoppers da Ebit, empresa que faz a apuração mais completa das transações de consumidores no Brasil. O setor sentiu o freio no ano passado, com avanço nominal de 7,5%, ante uma inflação oficial de 6,29%. Para 2017, a projeção é de alta de 12%, o que pode elevar o fluxo a R$ 49,7 bilhões.
Depois do Rio Grande do Sul vem o Paraná, com 35,17%, ou fluxo de R$ 2,6 bilhões. Santa Catarina ficou em terceiro lugar, com gastos de R$ 2 bilhões, ou 26,35% do quadro do e-commerce na região. Com 38,5% da receita dispendida nos pedidos on-line, os internautas que residem no Estado compram mais itens de moda e acessórios, com 15,4% dos volumes demandados. Logo depois vem eletrodomésticos (13,8%), seguidos por móveis (11,8%).
Na comparação com o total da região, há mudanças no perfil de consumo, segundo a Ebit. Nas duas primeiras posições, as categorias se repetem, mas nas seguintes ocorrem trocas de posições. Assinaturas de livros estão na terceira posição, e celulares, na quarta, enquanto aparece em sexto no rol de prioridades dos gaúchos, que têm cosméticos na preferência. No País, moda e acessórios e eletrodomésticos também lideram. O CEO da Ebit, Pedro Guasti, considera que maior população e renda podem explicar a liderança do Estado. O perfil de gastos, considerando os principais itens, alinha-se ao padrão geral de consumo.
Guasti cita que o ano foi difícil para todo o varejo, mesmo que o on-line tenha desempenho positivo frente à queda em muitos segmentos físicos. "O e-commerce sofre quando os consumidores perdem o trabalho, sobem os juros", frisa Guasti, citando as marcas de 2016. O País superou a marca de 12 milhões de brasileiros sem ocupação, e as restrições de crédito aumentaram, limitando compras feitas com cartão. Entre 2003 e 2013, o setor cresceu, em média, 30% ao ano, que refletiu a novidade e escalada de um segmento recente. Em 2014, reduziu o ritmo e ficou em 25%, em 2015, cresceu 15%. Para 2017, a expectativa é de taxas menores, o que deve melhorar a condição nas parcelas. 
A pesquisa aponta ainda que reduziu a frequência de compras, o que restringe até a comparação sobre mais alternativas de itens. Ainda há muita busca de mercadorias usadas e móveis. Serviços de alimentação são um desafio de segmento a ser incorporado em maior volume. Guasti associa maior crescimento à limitação na logística de entrega rápida. Sobre a distribuição das vendas, a Ebit aponta que está ocorrendo uma desconcentração do Sudeste, associada à expansão do acesso à banda larga e telefonia móvel. Também se verifica essa "democratização", segundo Guasti, no crescimento do interior frente a capitais. A pesquisa se baseia em medições com os consumidores após a compra efetivada e em acesso a dados de 60% do total das vendas on-line no País. 

Fatia das 10 categorias mais compradas

E-Gaúchos
Moda e acessórios ....................................................... 15,4%
Eletrodomésticos ......................................................... 13,8%
Casa e decoração ........................................................ 11,8%
Livros, assinaturas e apostilas .................................... 10,9%
Cosméticos e perfumaria/cuidados pessoais ............... 10,4%
Telefonia/celulares ........................................................ 8,9%
Informática ....................................................................... 5%
Eletrônicos ..................................................................... 4,7%
Esporte e lazer ............................................................... 4,1%
Construção e ferramentas .............................................. 2,1%
Fatia na região Sul ...................................................... 38,5%
Valor gasto em 2016: R$ 2,9 bilhões (6,5% do País)
Região Sul
Moda e acessórios ....................................................... 14,3%
Eletrodomésticos ......................................................... 12,9%
Livros, assinaturas e apostilas ..................................... 11,9%
Telefonia/celulares .......................................................... 10%
Casa e decoração .......................................................... 9,9%
Cosméticos e perfumaria/cuidados pessoais ................. 9,7%
Informática .................................................................... 6,1%
Eletrônicos ..................................................................... 4,8%
Esporte e lazer ............................................................... 3,8%
Acessórios automotivos ................................................. 3,2%
Valor gasto em 2016: R$ 7,5 bilhões (16,9% do País)
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