Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 09 de fevereiro de 2017. Atualizado às 16h08.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

bancos

09/02/2017 - 11h20min. Alterada em 09/02 às 17h08min

Lucro líquido do Banrisul recua 22,3% em 2016, para R$ 659,7 milhões

Gonzaga negou qualquer possibilidade de privatização do banco ao divulgar resultados

Gonzaga negou qualquer possibilidade de privatização do banco ao divulgar resultados


MARCELO G. RIBEIRO/JC
O lucro líquido do Banrisul recuou 22,3% em 2016, fechando em R$ 659,7 milhões, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (9) pela direção da instituição financeira em Porto Alegre. No conceito de lucro recorrente (ajustado), o resultado foi 14% menor, somando R$ 652,3 milhões. A comparação é com o desempenho de 2015. 
A possibilidade de privatização do banco, especulação feita em torno da renegociação da dívida do Estado, maior acionista do banco, com a União, foi um dos temas da sessão de divulgação. O presidente da instituição, Luiz Gonzaga Veras Mota, foi enfático ao refutar a possibilidade. "É uma conversa sem sentido, o assunto não está no timing do governo e nem no nosso", afirmou Gonzaga. O executivo também lembrou que integrantes do alto escalão da gestão Sartori negaram a chance de venda, dizendo "confiar no governo". "O banco não será privatizado, podem ter certeza disso", garantiu o presidente.
O lucro líquido do Banrisul no quarto trimestre de 2016 foi de R$ 165 milhões, alta de 10,4% sobre os R$ 149,5 milhões do mesmo período de 2015. Já no critério ajustado, a elevação foi de 5,8% para R$ 157,6 milhões ante os R$ 148,9 milhões anotados no quarto trimestre do ano passado.
Segundo o banco, o resultado do ano reflete a expansão da margem financeira e de receitas com serviços e tarifas bancárias e um menor fluxo de outras receitas/despesas operacionais, as quais em 2015 haviam sido favorecidas por receitas adicionais provenientes de operação de recompra parcial da dívida subordinada e da variação cambial.
Os números do fechamento do ano são impactados por aumento de despesas administrativas, incluídas as de pessoal e o maior fluxo de despesas com provisões para devedores duvidosos, dado a rolagem da carteira por níveis de rating e pela renegociação de créditos do setor corporativo anteriormente baixadas a prejuízo. O banco cita ainda maiores despesas com IR e CSLL, decorrentes do aumento da alíquota de CSLL.
O índice de inadimplência 90 dias fechou dezembro em 5%, acima dos 4,32% de dezembro de 2015, enquanto de 60 dias atingiu 5,63% no fechamento do ano, de 5% em 2015. As despesas de provisão para perdas em operações de crédito foram de R$ 402,6 milhões no quarto trimestre e atingiram R$ 1,667 bilhão no ano, representando uma queda de 5,7% frente ao quarto trimestre de 2015 e uma elevação de 7,5% no comparativo anual.
Os ativos totais ao final de dezembro tinham saldo de R$ 69,038 bilhões, alta de 3,1% ante dezembro de 2015. O patrimônio líquido cresceu 3,8% para R$ 6,443 bilhões ao final do quarto trimestre em comparação a 2015.
O retorno (ROAE) recorrente ficou praticamente estável ao final do quarto trimestre, em 10,1%, mas caiu para 10,3% no ano em comparação ao final de 2015, quando estava em 12,8%. O Índice de Basileia cedeu a 16,9% em 2016, ante 17,8% em 2015. Com reportagem do Estadão Conteúdo.

Despesas administrativas crescem

As despesas administrativas tiveram incremento de 15,05% no quarto trimestre do ano passado ante o mesmo período de 2015, totalizando R$ 951,8 milhões. Em relação ao terceiro trimestre, os gastos cresceram 8,6%. No ano, as despesas administrativas do Banrisul foram a R$ 3,462 bilhões, aumento de 14,2% em relação a 2015, quando esses gastos ficaram em R$ 3,032 bilhões.
O banco destaca, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, que esses gastos, principalmente no último trimestre, foram impactados pelos ajustes do acordo coletivo da categoria. As despesas de pessoal da Banrisul tiveram alta de 11,1% em 2016 ante 2015 devido ao efeito do acordo coletivo dos bancários, movimento minimizado pela saída de empregados no âmbito do Plano de Desligamento por Aposentadoria (PDA), implementado no segundo semestre de 2015. Na comparação com o terceiro trimestre, as despesas do quarto trimestre cresceram 13,8%, impactadas pelo acordo coletivo da categoria.
Outras despesas administrativas tiveram alta de 17,8% no ano passado frente a 2015. A linha refletiu, em especial, os gastos com a amortização sobre a compra da folha de pagamento dos servidores estaduais e do ágio de investimento e das despesas relacionadas ao negócio com cartões (adquirência e emissão). No último trimestre do ano, outras despesas administrativas apresentaram aumento de 2,9%.
O Banrisul encerrou dezembro com 536 agências, mesmo número registrado um ano antes. Já o número de colaboradores alcançou 11.214, redução de 116 pessoas em 12 meses e de 41 funcionários em relação a setembro.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia