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Porto Alegre, quinta-feira, 09 de fevereiro de 2017. Atualizado às 08h03.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

Alterada em 09/02 às 09h06min

IGP-M sobe 0,10% na 1ª prévia de fevereiro, ante +0,86% na 1ª de janeiro, diz FGV

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,10% na primeira prévia de fevereiro, ante avanço de 0,86% na primeira prévia do mesmo índice de janeiro. A informação foi divulgada na manhã desta quinta-feira (9) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumula aumento de 0,74% no ano e elevação de 5,40% em 12 meses.
A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a primeira prévia do IGP-M de fevereiro. O IPA-M, que representa os preços no atacado, teve ligeira alta de 0,01%, ante aumento de 1,13% na primeira prévia de janeiro. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou elevação de 0,22%, após aumento de 0,40% no mês passado. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve alta de 0,39%, depois de registrar avanço de 0,22% na mesma leitura de janeiro.
O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 a 31 de janeiro. No dado fechado do mês passado, o IGP-M subiu 0,64%.
Os alimentos ficaram mais baratos e voltaram a aliviar a inflação ao consumidor na primeira prévia de fevereiro do IGP-M. Quatro das oito classes de despesas investigadas no IPC-M registraram taxas de variação menores, com destaque para o grupo Alimentação, que passou de alta de 0,52% na prévia de janeiro para uma queda de 0,41% na prévia de fevereiro. Contribuíram para esse movimento as carnes bovinas, que passaram de aumento de 1,52% para redução de 1,62% no período.
Os demais grupos com taxas menores foram Transportes (de 0,86% para 0,29%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,72% para 0,33%) e Despesas Diversas (de 0,55% para 0,21%), com destaque para os itens gasolina (de 3,03% para -0,81%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de 1,17% para 0,09%) e cigarros (de 1,07% para 0,00%).
Na direção oposta, houve aceleração em Educação, Leitura e Recreação (de -0,05% para 1,75%), Habitação (de 0,00% para 0,17%), Vestuário (de 0,24% para 0,69%) e Comunicação (de 0,17% para 0,27%), sob influência de itens como cursos formais (de 0,00% para 3,56%), empregados domésticos (de 0,01% para 1,02%), calçados (de -0,15% para 0,52%) e tarifa de telefone móvel (de 0,15% para 0,60%).
O aumento nos custos dos materiais e serviços pressionou a inflação nesta medição do IGP-M, com o INCC-M avançando 0,39%. O índice que representa o custo da Mão de Obra apresentou elevação de 0,28% na primeira prévia de fevereiro. No mês anterior, a alta tinha sido de 0,47%.
Já o índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços aumentou 0,52% na primeira prévia de fevereiro, após um recuo de 0,08% na mesma prévia de janeiro.
Os preços dos produtos agropecuários medidos pelo IPA Agrícola recuaram 0,59% no atacado, na primeira prévia IGP-M de fevereiro. Na mesma prévia de janeiro, o recuo tinha sido de 0,84%, informou a FGV.
Já os produtos industriais no atacado medidos pelo IPA Industrial registraram alta de 0,24% na primeira prévia de fevereiro, ante elevação de 1,89% na mesma prévia do mês anterior.
Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os bens finais tiveram redução de 1,02% na primeira prévia de fevereiro, após a alta de 0,64% em igual prévia de janeiro.
Os preços dos bens intermediários tiveram alta de 1,32% na leitura anunciada nesta quinta, após o avanço de 0,90% na primeira prévia do mês passado. Os preços das matérias-primas brutas tiveram queda de 0,18%, ante a alta de 1,92% na mesma leitura do mês de janeiro.
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