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Porto Alegre, sexta-feira, 03 de fevereiro de 2017. Atualizado às 18h37.

Jornal do Comércio

Economia

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petróleo

Alterada em 03/02 às 19h42min

Petróleo sobe, com acirramento de tensões diplomáticas entre EUA e Irã

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta na sessão desta sexta-feira (3), impulsionados pelas recentes tensões diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. Os preços do petróleo operavam com volatilidade durante o dia, mas se firmaram em alta após a imposição de sanções por parte do governo americano contra 25 entidades iranianas. Além disso, os investidores continuam atentos a sinais de redução na oferta por parte de grandes produtores e à produção de petróleo dos EUA.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do petróleo WTI para março fechou em alta de 0,54%, a US$ 53,83 por barril. Já o petróleo Brent para abril, negociado na Intercontinental Exchange (Ice), avançou 0,44%,a US$ 56,81 por barril. Na semana, o WTI subiu 1,17% e o petróleo tipo Brent ganhou 2,03%.
No início da tarde, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou a imposição de sanções a 25 entidades e indivíduos iranianos, em resposta ao teste com um míssil balístico realizado pelo governo do Irã no fim de semana passado. Ao todo, 13 indivíduos e 12 entidades foram acrescentados à lista já existente do Escritório de Controle de Ativos de Estrangeiros (Ofac), que congela ativos de indivíduos, entidades e grupos nos Estados Unidos suspeitos de atividades ligadas ao terrorismo e o narcotráfico.
A tensão entre os EUA e o Irã mexeu com os preços do petróleo, e fez com que os contratos passassem a operar com ganhos acima de 1%. Segundo alguns analistas, a geopolítica pode voltar a se tornar um fator relevante e que influencia os preços do petróleo, depois de estar relativamente ausente nos últimos anos. Para Tim Evans, analista do Citi Futures, os preços do petróleo devem se valorizar no futuro devido ao "risco geopolítico" adicionado à queda na produção da commodity.
Os investidores também continuam com a redução da oferta de petróleo por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) no radar, além de estarem atentos a não membros do cartel que também concordaram em cortar sua produção.
Analistas calculam que a Opep já cumpriu mais de 80% do seu objetivo de cortar sua produção conjunta diária em 1,2 milhão de barris desde o início do ano. A meta faz parte de um acordo fechado em novembro do ano passado. Na Rússia, dados oficiais mostraram que a produção de petróleo e condensado de gás no país sofreu queda de cerca de 100 mil barris por dia em janeiro ante o mês anterior.
Nos Estados Unidos, a Baker Hughes divulgou seu relatório semanal de poços e plataformas de petróleo em atividade em solo americano. Segundo a companhia, o número subiu 17 na última semana, para 583. Na comparação anual, houve um avanço de 116. 
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