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Porto Alegre, quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017. Atualizado às 13h56.

Jornal do Comércio

Panorama

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ANIMAÇÃO

Notícia da edição impressa de 23/02/2017. Alterada em 23/02 às 13h58min

Animação produzida no Brasil, Bugigangue no espaço estreia hoje nos cinemas

Produção nacional, Bugigangue no espaço tem crianças e alienígenas como protagonistas

Produção nacional, Bugigangue no espaço tem crianças e alienígenas como protagonistas


IMAGEM FILMES/DIVULGAÇÃO/JC
Ricardo Gruner
Gigantes da animação internacional, como DreamWorks (Meu malvado favorito), Blue Sky (A Era do Gelo) e Pixar (Toy story) contam não só com investimento de centenas de milhões, como também com o apoio de uma máquina que inclui ações promocionais e produtos licenciados. É praticamente impossível fazer concorrência. Mesmo assim, há quem tente achar o seu lugar neste mercado. Com estreia hoje, Bugigangue no espaço é um desses exemplos. Produção brasileira, o longa-metragem se encaixa no conceito de "filme para toda a família" e entra no circuito comercial em 2D e 3D.
O enredo acompanha Gustavinho e seus companheiros do clube Bugigangue. Enquanto as crianças preocupam-se com um trabalho escolar que foi acidentalmente destruído, está acontecendo uma reviravolta espacial. Em um ponto distante da galáxia, o vilão Gana Golber tomou o poder da Confederação dos Planetas - e ameaça a paz do universo. O que o malfeitor não imagina é que a nave de um grupo de alienígenas atrapalhados vai parar na Terra. E então começa a aventura.
A narrativa retoma os personagens do curta Bugigangue - controle remoto, de 2010. Conforme Ale McHaddo, diretor de ambos os filmes, o trabalho original serviu como experiência. Foram realizadas diversas exibições para crianças e avaliados os elementos a serem desenvolvidos - principalmente técnicos. "De lá para cá, crescemos as crianças e apimentamos as piadas, com citações a outros filmes", afirma o cineasta, fazendo alusão a referências como Star Wars, Batman e O senhor dos anéis. Até o ET de Varginha é um personagem que aparece na história. "A ideia era tornar o filme atraente para o público família, não ser tão infantil como era o curta", explica ele, que colocou no enredo mensagens sobre consciência ambiental, amizade e tolerância às diferenças.
Fundador da produtora 44 Toons, o paulista acredita que o projeto foi ousado - e até irresponsável - para um primeiro longa-metragem. A história se passa em diferentes locações, com planetas e batalhas diversas. Mesmo aconselhado a fazer mudanças no projeto, McHaddo não alterou nada no roteiro em função de limitações orçamentais. Todas as modificações foram realizadas ainda no storyboard. "Tivemos que ser criativos e encontramos um caminho factível de produzir animação 3D no Brasil", celebra ele, que firmou parceria com um estúdio na Índia para a finalização. A colaboração com a equipe estrangeira  deve até render novas iniciativas em conjunto.
As imagens do longa foram geradas através do software Maya, um padrão da indústria. Se anos atrás os grandes estúdios eram proprietários dos programas para trabalhar em 3D, hoje os pequenos também têm acesso às ferramentas. "Há bastante gente trabalhando no Brasil com animação, o número vem aumentando", comemora o realizador, contextualizando: "O País tinha muitos profissionais na área da publicidade, mas com as séries chegando na televisão aberta e a cabo os estúdios estão crescendo".
Bugigangue no espaço também conta com tecnologia D-box, na qual as poltronas são equipadas com sensores eletrônicos para simular vibrações, quedas e trepidações. Em Porto Alegre, as sessões que contam com a novidade acontecem no Cinemark BarraShoppingSul - em assentos selecionados, por valor diferenciado. Cada poltrona possui controle individual, sendo possível regular ou desativar os movimentos de acordo com o interesse de cada espectador.
Além da estreia no Brasil, o filme também está em negociação para distribuição internacional. O estúdio dos colaboradores indianos trabalha para abrir mercado no país, e há conversas para futuras exibições na Rússia e Espanha.
Também dedicada a séries e jogos, a 44 Toons trabalha em pelo menos outros dois longas-metragens para o futuro: a animação Lasanha assassina, sátira de filmes terror também em 3D, está em fase de pré-produção; já Bugigangue 2 tem roteiro e storyboard em fase de desenvolvimento.
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