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Porto Alegre, quarta-feira, 08 de fevereiro de 2017. Atualizado às 20h48.

Jornal do Comércio

Panorama

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PORTO VERÃO

Notícia da edição impressa de 07/02/2017. Alterada em 08/02 às 21h50min

Filme O que terá acontecido a Baby Jane? ganha versão para os palcos gaúchos

Lauro Ramalho, Caio Prates e Carlos Castanha estreiam O que terá acontecido a Baby Jane?

Lauro Ramalho, Caio Prates e Carlos Castanha estreiam O que terá acontecido a Baby Jane?


ALISSON FERNANDES DE AGUIAR/DIVULGAÇÃO/JC
Michele Rolim
Mais de 50 anos depois de estrear no cinema, o thriller psicológico O que terá acontecido a Baby Jane? ganha uma versão para os palcos gaúchos com direção de Zé Adão Barbosa. O espetáculo estreia hoje, às 20h, no Teatro do Sesc (Alberto Bins, 665), e segue até quinta-feira.
A história, baseada no romance de Henry Farrell, é mais conhecida pela versão cinematográfica de 1962. Dirigida pelo norte-americano Robert Aldrich, a obra foca na relação doentia de duas irmãs: Jane e Blanche Hudson.
Jane Hudson é uma artista que fora muito famosa quando criança - por isso era conhecida como Baby Jane. Nos dias atuais, velha e esquecida pelo público, vive trancafiada na casa que divide com sua irmã, Blanche. Esta, por sua vez, é uma atriz de sucesso cuja carreira fora interrompida por um acidente de carro, que a deixou presa em uma cadeira de rodas.
João Carlos Castanha e Lauro Ramalho interpretam as irmãs Jane e Blanche Hudson, respectivamente - no cinema, os personagens tiveram interpretações magistrais de Bette Davis e Joan Crawford.
Caio Prates também está em cena e interpreta Elvira, uma empregada que nutre uma simpatia por Blanche e desconfia do comportamento de Jane em relação à irmã. Faz, ainda, Edwin Flagg, professor de piano para quem Jane pede aulas para tentar revitalizar sua esquecida carreira.
Barbosa explica que esse era um projeto antigo do quarteto que montou, em 1994, Escola de sereias, com uma remontagem em 2000 - na qual realizava paródias de filmes e já trazia uma curta cena de Baby Jane -, além de também terem repetido a dose em A casa das três Irenes (2007).
Apesar de os atores serem mais conhecidos pelo humor, Barbosa garante que "não haverá exageros - o humor está implícito no texto por conta das situações absurdas", ressalta ele, alertando: "Não tem como não rir, mas não faremos comédia em cima do drama".
Caio Prates vê na peça um novo desafio. "Após vários espetáculos e shows nos quais desenvolvi trabalhos performáticos e na linha cômica, saio da minha zona de conforto das dublagens e volto a interpretar texto, dando vida a dois tipos diferentes", relata ele.
Para Castanha, que entrou de vez no cinema a partir da estreia de sua cinebiografia em 2014, conta que era um desejo antigo fazer Baby Jane. "É a realização de um sonho de muitos anos. Desde que assisti ao filme, fiquei com um desejo muito grande de encarnar a personagem. Baby Jane é patética e decadente, o que dá uma grande possibilidade de criação para o ator", comenta Castanha, que tenta se distanciar do que Bette Davis fez no cinema.
Já Lauro Ramalho salienta a estética noir que, assim como no filme, está presente em toda a montagem. "Existe algo noir em toda a estrutura do espetáculo. São pausas, intenções e respirações que acompanham a história que é contada, sem pressa, com silêncios e algo sempre dúbio no ar", avisa.
Barbosa incluiu algumas cenas em vídeo - refeitas a partir do filme original - captadas pelo videomaker Daniel Jainechine e também diálogos do livro que não estão no roteiro cinematográfico. A trilha sonora é composta por Everton Rodrigues, tendo como base o tema principal do filme composto por Franck De Vol.
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