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Porto Alegre, terça-feira, 31 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h42.

Jornal do Comércio

Política

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Operação Lava Jato

Notícia da edição impressa de 01/02/2017. Alterada em 31/01 às 21h53min

De chinelo, Eike depõe na Polícia Federal

Eike Batista chega à sede da Polícia Federal, na Praça Mauá, região portuária do Rio, para prestar depoimento

Eike Batista chega à sede da Polícia Federal, na Praça Mauá, região portuária do Rio, para prestar depoimento


AE/JC
O empresário Eike Batista prestou depoimento com cerca de duas horas de duração na sede da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro, na tarde desta terça-feira. Ele foi ouvido por dois delegados e dois procuradores que fazem parte da força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio. O advogado de Eike, Fernando Martins, também acompanhou o depoimento.
O empresário, preso por suspeita de pagar propina a agentes públicos, chegou ao local vestindo camisa branca, calça jeans e chinelo de dedo. Ele havia deixado a cadeia Bandeira Stampa (Bangu 9) por volta de 14h05min. O deslocamento até o Centro do Rio, onde está situada a sede da PF, foi feito com escolta de agentes federais.
Cerca de 20 pessoas fizeram um coro de "ladrão, ladrão" assim que Eike desceu do carro. Quase uma hora antes da chegada, duas pessoas já realizavam um protesto por conta da presença do dono do Grupo EBX. Um deles, o vendedor de livros Edson Rosa - figura recorrente em manifestações na cidade -, disse ter ido à porta da PF porque a corrupção "é um mal muito grande".
"Mas prefiro que meus cartazes falem por mim", disse, mostrando o cartaz e o travesseiro que carregava em referência ao travesseiro levado pelo empresário durante voo de Nova Iorque para o Rio.
Esta é a primeira vez que Eike depõe depois de a Justiça expedir mandado de prisão contra ele no âmbito da Operação Eficiência, um desdobramento da Operação Calicute (ação que resultou na prisão do ex-governador Sérgio Cabral, PMDB) e que perpassa pelas investigações da Lava Jato.
Fernando Martins, advogado do empresário, disse que, a princípio, seu cliente não deve optar pela delação premiada. "Por enquanto não há possibilidade de delação", afirmou.
O empresário já foi um dos homens mais ricos do mundo, mas viu seu império ruir nos últimos anos após fracassos no mercado financeiro. Ele é investigado por corrupção durante a gestão de Cabral e acusado de ter pago ao ex-governador US$ 16,5 milhões em remessas ao exterior.
Filho de um empresário da mineração, Eike começou sua vida profissional vendendo apólices de seguro de porta em porta quando morava com a família na Alemanha em paralelo à faculdade de metalurgia em Aachen. No começo dos anos 1980, soube da corrida pelo ouro no Brasil e decidiu largar a faculdade. De volta ao País, começou a fazer negócios na área de mineração.
O empresário também poderá passar a receber visitas após seus familiares fazerem a carteirinha de cadastro, que demora, em média, 15 dias para ficar pronta. As visitas em Bangu 9 são feitas diariamente, exceto às terças-feiras. No entanto, há uma divisão dos dias por ala. Cada preso recebe, em média, duas visitas por semana.
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