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Porto Alegre, segunda-feira, 29 de maio de 2017. Atualizado às 22h25.

Jornal do Comércio

Política

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Prefeitura de Porto Alegre

Notícia da edição impressa de 02/01/2017. Alterada em 29/05 às 22h26min

Projeção inicial do déficit de 2016 é de R$ 35 milhões

Fortunati fez balanço das finanças

Fortunati fez balanço das finanças


CLAITON DORNELLES/JC
Guilherme Kolling e Bruna Suptitz
O novo prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), receberá a administração municipal com déficit orçamentário. O ex-prefeito José Fortunati (PDT) projetou que as despesas superaram as receitas em R$ 35 milhões, mas o cálculo ainda é preliminar e será consolidado nos próximos meses. A informação foi divulgada na sexta-feira, último dia útil da gestão Fortunati.
Mesmo que ainda não se tenha o dado preciso, o fato é que, nos sete anos (2010-2016) em que comandou o Paço Municipal, Fortunati teve quatro superávits e três déficits. A pior sequência foi em 2012 e 2013, quando a prefeitura fechou no vermelho em, respectivamente, R$ 67,2 milhões e R$ 158,6 milhões. Os resultados foram atribuídos, em parte, a despesas e adiantamentos com as obras de mobilidade urbana preparatórias à Copa do Mundo de 2014.
Houve uma reação nos dois anos seguintes, mesmo em meio à crise econômica mais forte, com o PIB do País despencando. Em 2014, a Capital teve um superávit de 269,4 milhões, número alcançado, entre outras ações, com a arrecadação de R$ 129,4 milhões em leilões de índices construtivos. Em 2015, o balanço fechou no azul com um saldo de
R$ 232,5 milhões.
No ano passado, a incerteza sobre o pagamento do funcionalismo público municipal era um indício de déficit. O dado mais concreto é a soma de débitos com fornecedores que Fortunati revelou que vai deixar para o sucessor: Marchezan terá de pagar
R$ 139 milhões.
O pedetista, entretanto, ressaltou que deixa R$ 46,5 milhões em caixa e que Marchezan "terá toda a governabilidade necessária" neste ano. "Porto Alegre não é uma ilha separada do restante do País", justificou Fortunati ao comentar as dificuldades financeiras.
Em seu balanço, Fortunati também reagiu às declarações de Marchezan de que a situação financeira da prefeitura "é proporcionalmente pior" que a do governo estadual. "Só vejo uma coisa: discurso político, nada mais que isso."
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