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Porto Alegre, sexta-feira, 27 de janeiro de 2017. Atualizado às 13h35.

Jornal do Comércio

Opinião

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ARTIGO

Notícia da edição impressa de 27/01/2017. Alterada em 27/01 às 14h40min

Vocação cultural

Vinicius Escobar
A recuperação de espaços urbanos é um ponto de interseção entre diferentes temas importantes para uma cidade. Mais do que ampliar e ressignificar espaços de cidadania, como ferramenta cultural, impede a ocupação pelo crime, e por todas suas variáveis e consequências. Alguns projetos, quando bem conduzidos, podem inclusive influenciar na construção de uma identidade cultural e turística, vocacionando a cidade para novas possibilidades.
Enquanto a evolução dos meios de transporte e comunicação encurtam distâncias, e a globalização homogeniza o mundo - espalhando franquias de comércio e réplicas de monumentos históricos - a recuperação de espaços de uma cidade pode ser mais do que uma política de cultura, segurança ou turismo, mas uma forma de sublinhar seu nome no mapa. Esse processo de transformação precisa engajar diferentes segmentos da sociedade, como o grafite em Bogotá ou o Tianzifang em Xangai, exemplos de descentralização cultural e apropriação de espaços subutilizados com resultados notáveis.
Tanto na Colômbia como na China, os primeiros passos não partiram do governo, que teve como papel apenas compreender essa manifestação cultural como uma vocação a ser potencializada, participando para acelerar resultados. O reflexo disso não é percebido apenas com desenvolvimento econômico - fundamental nesse contexto de crise -, mas também na infraestrutura, resultando na entrega de melhores serviços à população. Ao desconstruir estigmas e estereótipos de ruas, bairros ou regiões, esse movimento reduz as diferenças entre o Centro e a periferia, trazendo mais qualidade de vida a todos.
Presidente do Instituto de Estudos Políticos Ildo Meneghetti
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