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Porto Alegre, terça-feira, 24 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h03.

Jornal do Comércio

Internacional

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Investigação

Alterada em 24/01 às 22h06min

Argentina investiga chefe de inteligência do país no escândalo da Odebrecht

Um promotor federal argentino, Federal Delgado, deu andamento a uma investigação penal contra o chefe da agência de inteligência do país, Gustavo Arribas, após uma apuração jornalística envolvê-lo no maior escândalo de corrupção na história do Brasil.
Delgado abriu investigação contra Arribas e solicitou uma série de medidas para verificar a veracidade de uma reportagem publicada pelo jornal La Nación em 11 de fevereiro. No texto, Arribas é acusado de receber US$ 600 mil em uma conta na Suíça do brasileiro Leonardo Meirelles, doleiro que admitiu ante a Justiça brasileira que destinou milhões de dólares em subornos de parte da gigante construtora Odebrecht no Brasil e em outros países da América Latina para garantir contratos de obras públicas.
"Nego rotundamente qualquer relação com esse caso de corrupção e reitero que não tenho nem tive vinculação alguma com a empresa Odebrecht", afirmou em comunicado o chefe da denominada Agência Federal de Inteligência (AFI).
O pagamento a Arribas, em cinco parcelas, ocorreu em setembro de 2013 a partir de uma conta bancária em Hong Kong controlada por Meirelles por meio de uma empresa de fachada destinada ao pagamento de subornos, lavagem de ativos e evasão, segundo La Nación. O jornal recordou que o pagamento ocorreu poucos dias após a Odebrecht obter um contrato para uma grande obra em uma das principais linhas ferroviárias de Buenos Aires.
Delgado disse que o juiz deve iniciar a investigação para verificar os fatos narrados. O juiz federal Rodolfo Canicoba Corral agora deve dar curso ou não às medidas solicitadas. O promotor pediu, por exemplo, que seja tomado um depoimento de Meirelles, condenado por sua participação no escândalo chamado de Lava Jato no Brasil.
Arribas admitiu que recebeu um pagamento de US$ 70 mil de Meirelles, mas ele seria por uma transação imobiliária. O chefe da inteligência recebeu apoio público do presidente Mauricio Macri em entrevista coletiva na semana passada.
A obra ferroviária a que se refere o texto do La Nación foi concedida à Odebrecht pelo governo de Cristina Kirchner (2007-2015). Arribas não era funcionário público na época, vivia no Brasil e se dedicava à transferência de jogadores de futebol, atividade pela qual fez amizade com Macri, quando este presidia o Boca Juniors.
Em 2013, Macri era prefeito da capital argentina e um feroz opositor do governo de Cristina. Ainda assim, o La Nación apontou que a obra em questão tinha também a participação da empresa argentina IECSA, propriedade de um primo de Macri. O jornal La Nación informou que tem cópias da documentação que comprova os pagamentos a Arribas.
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