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Internacional

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Venezuela

16/01/2017 - 19h34min. Alterada em 16/01 às 19h39min

Venezuela põe em circulação notas de bolívares de maior valor

O FMI estimou que a inflação na Venezuela poderia neste ano atingir os quatro dígitos

O FMI estimou que a inflação na Venezuela poderia neste ano atingir os quatro dígitos


RONALDO SCHEMIDT/AFP/JC
Estadão Conteúdo
Os venezuelanos iniciaram esta segunda-feira com novas cédulas de dinheiro à disposição, que superam de forma considerável o valor das anteriores. Segundo analistas, porém, isso será insuficiente diante do vertiginoso avanço de preços no país.
Em pequenas quantidades, os bancos privados e públicos começaram a entregar a seus clientes as novas cédulas de 500, 5 mil e 20 mil bolívares, as quais substituirão até 20 de fevereiro as de 100 bolívares - que representam cerca de US$ 0,14 -, anunciou no domingo o presidente Nicolás Maduro, ao prorrogar pela terceira vez em menos de um mês a vigência da antiga nota.
Maduro eliminou no mês passado a cédula de 100 bolívares, que era até então a de maior valor, mas violentos protestos nas ruas e saques nos comércios obrigaram o presidente a ampliar o período em vigor da nota.
Maduro decidiu ainda neste mês elevar o salário mínimo em 50%, levando-o a 40.638 bolívares (US$ 60). Somando-se um vale-alimentação, a renda mensal global chegou a 104.358 bolívares (US$ 154) no país. Durante os 12 últimos meses, o presidente elevou cinco vezes o salário mínimo para compensar o avanço da inflação, de que não se tem cifras oficiais há um ano.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou que a inflação na Venezuela poderia neste ano atingir os quatro dígitos.
O diretor da Câmara de Comércio de Caracas, Víctor Maldonado, afirmou que a incorporação das novas notas é um reconhecimento pelo governo de que "a inflação acabou com o poder aquisitivo do bolívar". Maldonado disse à Associated Press que, se o governo não impuser uma disciplina fiscal e a inflação continuar a avançar as novas notas serão "insuficientes" em breve.
As autoridades atribuíram a inflação e a escassez de produtos a uma "guerra econômica" promovida por setores oposicionistas e empresários, mas os analistas asseguram que os problemas econômicos do país estão associados com o esgotamento dos sistemas de controle cambial e de preços, vigentes desde 2003.
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Comentários
henrique rachid lima 06/02/2019 18h27min
Prezados Senhores, nCOMPLETANTO minha mensagem há poco remetida, vide a publicação "VENEZUELA Alterada em 16/01 às 19h39min -Venezuela põe em circulação notas de bolívares de maior valor - Jornal do Comércio". Não informa o ano em que pela terceira vez foi adiada a retirada de circulação das cédulas de 100 bolívares. Cordialmente
henrique rachid lima 06/02/2019 18h10min
Prezados Senhores, nOs comentários/notícias/acontecimentos deveriam ter suas datas completas, ou seja, dia mês e ano, o que não vem acontecendo, dificultando ou até mesmo impossibilitando a tomada de decisão a respeito do fato anunciado. Isso, com certeza, inibe a adesão de novos colaboradores. Penso ser minha observação uma crítica construtiva. Cordialmente.