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Porto Alegre, terça-feira, 03 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h39.

Jornal do Comércio

Internacional

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União Europeia

Notícia da edição impressa de 04/01/2017. Alterada em 03/01 às 20h47min

Embaixador britânico pede demissão

Rogers (d) advertira que membros poderiam vetar ações antes de 2020

Rogers (d) advertira que membros poderiam vetar ações antes de 2020


THIERRY CHARLIER/AFP/JC
Ivan Rogers, embaixador britânico na União Europeia (UE), demitiu-se ontem, faltando apenas três meses para o início das negociações para o Brexit. "Ivan tomou essa decisão agora para que seja nomeado um sucessor antes que o Reino Unido invoque o Artigo 50 do Tratado de Lisboa, que marcará o início das negociações para a saída", informou o Ministério das Relações Exteriores.
Rogers era tido como uma das peças mais importantes na negociação, porém também era avaliado como pessimista pelas principais lideranças que apoiam o Brexit. No cargo desde 2013, o embaixador tinha mandato até o final de 2017.
Apesar de não revelar os motivos que o levaram a se demitir, a mídia britânica informou que as relações do embaixador com partidários do Brexit no governo tinha se deteriorado. Assim que a demissão tornou-se pública, apoiadores do Brexit festejaram. "O pessimista Rogers, que alertou que o Brexit poderia demorar dez anos, deixará seu cargo. Muito bem, é a hora do otimismo!", divulgou a Leave, uma das organizações que fizeram campanha no referendo de 23 de junho pela saída da União Europeia.
Nigel Farage, um dos políticos mais influentes no Reino Unido e apoiador do Brexit, também comemorou. "Saúdo a demissão. As relações exteriores necessitam de uma limpeza completa", afirmou. Contudo, o governo não demonstrou o mesmo sentimento. Porta-voz do comitê parlamentar sobre o Brexit, Hilary Benn anunciou que a demissão de Rogers "não é boa" para o Reino Unido, que precisa de pessoas experientes.
Aled Williams, que foi porta-voz de Rogers e que hoje trabalha como consultor em Bruxelas, escreveu no Twitter que a demissão é "uma grande perda". "Não há muitos britânicos que conheçam as interioridades de Bruxelas melhor do que Sir Ivan", observou. Diplomatas europeus também lamentaram a saída do embaixador.
Um dos fatores que certamente contribuíram para a demissão ocorreu em dezembro de 2016, quando um porta-voz da premiê Theresa May desprezou as previsões pessimistas de Rogers e insistiu que o Reino Unido poderá negociar sua saída e um acordo comercial com Bruxelas em dois anos. Depois, May prometeu notificar oficialmente a saída da UE em março deste ano, o que abrirá o período de dois anos para negociar os termos de saída com instituições e com o mercado único.
De acordo com a BBC, Rogers - considerado um diplomata realista - advertira o governo de que os outros 27 Estados-membros da UE não esperavam a definição de um acordo antes de 2020 e que poderiam vetar qualquer ação antes desse prazo.
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