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Porto Alegre, domingo, 01 de janeiro de 2017. Atualizado às 10h43.

Jornal do Comércio

Internacional

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Terrorismo

01/01/2017 - 11h18min. Alterada em 01/01 às 11h43min

Ataque terrorista em casa noturna de Istambul deixa pelo menos 39 mortos

As autoridades da Turquia estão em busca do responsável por um tiroteio em uma casa noturna lotada em Istambul durante as comemorações de Ano Novo na madrugada deste domingo (1), hora local e fim de sábado no Brasil, matando ao menos 39 pessoas e ferindo cerca de outras 70. As autoridades afirmaram se tratar de um ataque terrorista.
O terrorista, que se disfarçou com uma roupa de Papai Noel, carregava uma arma de cano longo e matou um policial e um civil na parte externa da popular casa noturna de Istambul, Reina, em volta da 1h15min. Ele então entrou no local e começou a atirar nos clientes do local, de acordo com governador Vasip Sahin, que não informou que pode ter sido o responsável pelo ataque.
O ministro do Interior, Suleyman Soylu, afirmou que o responsável ainda não foi identificado e está à solta. "Nossas forças de segurança iniciaram as operações necessárias", disse.
Pelo menos 15 dos mortos são estrangeiros, disse Soylu, mas não deu informações sobre suas nacionalidades. Entre as demais vítimas, cinco foram identificadas como de nacionalidade turca, enquanto as outras ainda não foram identificadas. Ao menos 69 pessoas estão sendo tratadas em hospitais, quatro em condições críticas, informou o ministro. Cerca de 600 pessoas participavam da festa na casa noturna.
O canal de televisão turco NTV News reportou que o responsável entrou na casa noturna, que fica às margens do Bósforo e é frequentado por diversos artistas e considerado um local de luxo, vestido de Papai Noel. Segundo o ministro, o homem provavelmente saiu do local com uma roupa diferente e que deve ter realizado o ataque sozinho. 

Governos pelo mundo condenam ataque em Istambul

Do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, aos governos das principais potências mundiais (Estados Unidos, Rússia, Alemanha e Itália), a condenação ao ataque à casa noturna em Istambul vem sendo manifestada desde o episódio na madrugada deste domingo (1) e noite de sábado no Brasil. 
Erdogan afirmou que o atentado tem o objetivo de gerar caos para desestabilizar o país. Em um comunicado escrito, o presidente do país afirmou que a Turquia "vai continuar lutando implacavelmente contra o terrorismo" e que "condena veementemente o ataque terrorista em Istambul nas primeiras horas de 2017", afirmou. "A Turquia continua sua luta contra o terrorismo e está absolutamente determinada a fazer tudo o que for necessário na região para garantir a seus cidadãos segurança e paz", alertou o dirigente turco. 
O governo dos Estados Unidos condenou o ataque terrorista em uma casa noturna de Istambul, na Turquia, e ofereceu apoio ao país. O porta-voz da Casa Branca, Eric Schultz, disse que o presidente Barack Obama foi informado sobre o atentado pela sua equipe de Segurança Nacional e pediu para ser atualizado sobre a situação. Obama está passando férias com a família no Havaí.
O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Ned Price, disse que o ataque mostra a "selvageria" dos responsáveis. Price disse que os EUA apoiam seu aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, mandou ao presidente da Turquia um telegrama de condolências, denunciando o ataque em Istambul. "É difícil imaginar um crime mais cínico do que matar pessoas inocentes durante as celebrações de Ano Novo", disse Putin em sua mensagem para Recep Tayyip Erdogan, informou o Kremlin. "Entretanto, os terroristas não compartilham de valores morais. Nosso dever em comum é combater a agressão dos terroristas", escreveu Putin.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou que "terroristas realizaram um ato desumano em pessoas que queriam celebrar o Ano Novo juntas". O ministro de Relações Exteriores do país, Frank-Walter Steinmeier, condenou o ataque e disse que a Alemanha "está ao lado da Turquia nesse momento difícil".

Angelino Alfano, ministro de Relações Exteriores da Itália, afirmou que a união entre países e continentes é necessária para combater o terrorismo. Em mensagens postadas no Twitter, Alfano disse que o ataque em Istambul "nos lembra que a luta contra o terrorismo não pode parar em qualquer data ou celebração".
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