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Porto Alegre, segunda-feira, 30 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h45.

Jornal do Comércio

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Saúde

Notícia da edição impressa de 31/01/2017. Alterada em 30/01 às 21h48min

Ortopedia lidera fila por consultas em Porto Alegre

Suzy Scarton
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da Capital se comprometeu, sob a nova gestão do prefeito Nelson Marchezan Júnior, a publicar mensalmente os dados sobre a fila de espera por consultas com médicos especialistas. Atualmente, são cerca de 90 mil consultas aguardando agendamento - no final de 2015, eram aproximadamente 86 mil. Dados de dezembro de 2016 mostram que, entre as 178 especialidades e subespecialidades ofertadas, apenas 43 estão em situação ideal, com número adequado de oferta de novas consultas mensais em relação à quantidade de solicitações de atendimento. Não há demanda reprimida para 114 das subespecialidades disponíveis. A cirurgia geral e a ortopedia são as com a maior fila de espera.
Comparando a fila de dezembro de 2015 com a divulgada pela SMS recentemente, que apresenta dados de dezembro de 2016, as especialidades com maior espera naquele ano continuaram sendo as mesmas no ano passado, com exceção da neurologia pediátrica, da cirurgia vascular para varizes e da reabilitação auditiva para adultos, cujo número de consultas em aguardo aumentou entre um ano e outro. Hoje, são 23 especialidades que apresentam situação crítica, com mais de mil consultas em espera. De 2015 para 2016, a fila aumentou em 12 delas.
No entanto, a SMS explica que uma simples comparação numérica não se justifica nesse caso. "Seria injusto com a gestão anterior, uma vez que o método é totalmente diferente", explica o secretário Erno Harzheim, referindo-se à implementação do Sistema de Gerenciamento de Consultas (Gercon), instalado nas 141 unidades básicas de saúde em setembro de 2016. "Comparar os números seria errado. O que vamos conseguir fazer é o acompanhamento mensal a partir de agora."
Atualmente, a maior fila de espera é a de pacientes que precisam de um cirurgião geral - de 7.535 consultas. No entanto, a ortopedia é a especialidade cuja demanda é menos atendida na Capital, uma vez que a demora é prolongada nas áreas da ortopedia geral, de coluna, de ombro, de joelho, de mão e de pé, que, juntas, registram 23.645 consultas em atraso. Além disso, também é a especialidade na qual os pacientes mais têm esperado: há pessoas aguardando por uma consulta desde janeiro de 2013, a data mais antiga da lista disponibilizada pela prefeitura.
Para Harzheim, um conjunto de fatores explica a alta procura pela ortopedia. Uma vez que a população está envelhecendo, problemas osteomusculares e de dor se agravam. Além disso, o Brasil é campeão em causas externas, como acidentes e violência, cuja consequência, na maioria das vezes, é o trauma, que tem repercussão osteomuscular. "Por outro lado, um número considerável de queixas acompanhadas por ortopedistas poderia ser resolvido na atenção primária. Nossa intenção é fazer um diagnóstico disso para, então, oferecer qualificação aos funcionários e, assim, resolver o problema sem a consulta com especialista", pondera. Outro gargalo é o da investigação. "Para algumas dessas queixas, é preciso um exame de imagem, que, por sua vez, também tem oferta reduzida, gerando outra lista de espera. Além disso, vários desses pacientes precisam de cirurgia, e também há uma fila para isso."
Em 2015, o cenário era praticamente o mesmo. Havia uma fila maior na área de ortopedia geral (7.283), e, juntas, as filas das especialidades ortopédicas somavam 24.077 consultas em atraso. Depois da ortopedia geral, a cirurgia geral era a mais procurada, com 6.562 consultas no aguardo. A solicitação mais antiga, para oftalmologia adulto, havia sido feita há mais de três anos.
Por enquanto, a SMS não pode apresentar uma meta de redução para a gestão, uma vez que o cenário ainda está sendo diagnosticado. Harzheim acredita que, ao final do primeiro trimestre, seja possível estimar algo mais preciso.
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