Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 23 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h48.

Jornal do Comércio

Geral

COMENTAR | CORRIGIR

Segurança pública

Notícia da edição impressa de 24/01/2017. Alterada em 23/01 às 21h36min

Porto Alegre e Estado traçam ações conjuntas contra a criminalidade

Isabella Sander
Em reunião realizada ontem entre a prefeitura de Porto Alegre e o governo do Estado, foi criado um grupo de trabalho para alinhavar as ações conjuntas e a construção de uma agenda integrada para a execução do Plano Nacional de Segurança na Capital. O primeiro encontro estratégico será hoje, às 14h. Segundo o secretário municipal de Segurança, Kleber Senisse, a ideia é que o município integre seus recursos humanos e tecnológicos com os da Secretaria Estadual de Segurança Pública, envolvendo Guarda Municipal, Brigada Militar, Polícia Civil e áreas de inteligência em um trabalho conjunto. "O resultado é um melhor atendimento à população de Porto Alegre", salienta.
O resultado da atuação do grupo de trabalho será um protocolo de ações que, hoje, não existe. "Esses protocolos são fundamentais para que se façam as atividades e não haja duplicidade de ações e movimentos", destaca o secretário. A intenção é que haja um protocolo único para município e Estado.
Algumas áreas do combate à criminalidade já são integradas na Capital, como a atuação da Brigada Militar em locais com altos índices de homicídio, como o bairro Rubem Berta e a Vila Santa Rosa. No entanto, a conexão pode ser ainda mais forte. "Os trabalhos se complementam. O Estado pode dizer quais são os pontos com mais violência, e a prefeitura pode ir lá e colocar mais iluminação, limpeza e câmeras de monitoramento. O conjunto dará uma segurança efetiva e completa", enfatiza Senisse.
Na reunião de hoje serão definidas as atividades a serem realizadas dentro de um mapa estratégico. "Trabalharemos sempre com questões específicas, para fazer a integração e já entrar em campo", assegura o secretário municipal de Segurança. Outro ponto a ser averiguado nesse encontro será quais ações precisarão de recursos financeiros - e quanto.
Neste momento, Senisse trabalha em uma reengenharia da Guarda Municipal. "Estamos reestruturando o funcionamento para que a corporação tenha mais contato com a população ao executar seus serviços. Queremos dar uma resposta maior à sociedade com o efetivo que temos hoje", afirma.
O secretário estadual de Segurança Pública, Cezar Schirmer, defende que é preciso aperfeiçoar as estruturas públicas de segurança, sejam estaduais, municipais ou da sociedade civil. "Assim, poderemos trabalhar melhor na prevenção, na ressocialização, no cercamento eletrônico e no policiamento ostensivo. Há mil ações em que poderemos atuar de forma organizada, cada um com a sua competência. Isso é fundamental", observa.
Para o prefeito Nelson Marchezan Júnior, Porto Alegre tem potencial para ser a capital mais segura do País. "A questão é ampla e atinge toda a estrutura municipal. Os pardais, por exemplo, que hoje só multam, podem ser conectados com o banco de dados do governo do Estado para fazer um mapeamento muito melhor de onde os crimes ocorrem, quais são as rotas de fuga internas, saídas e entradas usadas e os horários, inclusive, nos quais os criminosos atuam", relata. Conforme Marchezan, o aparato tecnológico da Capital pode ajudar a tornar a cidade "ruim para os criminosos".
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia