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Porto Alegre, terça-feira, 03 de janeiro de 2017. Atualizado às 12h14.

Jornal do Comércio

Geral

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sistema carcerário

02/01/2017 - 17h33min. Alterada em 02/01 às 17h33min

Número de presos mortos em Manaus é o maior desde o Massacre do Carandiru

Pelo menos 60 presos que cumpriam pena no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) em Manaus, foram mortos durante a rebelião

Pelo menos 60 presos que cumpriam pena no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) em Manaus, foram mortos durante a rebelião


Marcio SILVA/AFP/JC
Agência Brasil
As 60 mortes de detentos confirmadas até agora no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, já fazem do episódio o segundo no país em número de mortos no sistema prisional, atrás apenas do Massacre do Carandiru, em 1992, quando 111 presos foram mortos pela polícia.
A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas confirmou pelo menos 60 mortes no Compaj, mas o número pode ser ainda maior, já que a Polícia Militar chegou a divulgar à imprensa local que 80 detentos foram mortos no motim, que começou na tarde desse domingo (1º) e chegou ao fim esta manhã, após mais de 17 horas.
No Massacre do Carandiru, uma briga entre dois detentos no dia 2 de outubro de 1992 levou a uma confusão generalizada em um dos pavilhões do presídio, que se tornou uma rebelião. A Polícia Militar foi chamada, mas, após tentativa fracassada de negociação, decidiu invadir o local com metralhadores, fuzis e pistolas, matando 111 detentos. Mais de 24 anos após o massacre, ninguém cumpriu pena pelos crimes.
Em outro episódio sangrento do sistema prisional brasileiro, 27 detentos foram mortos durante uma rebelião no Presídio Urso Branco, em Porto Velho. As mortes ganharam repercussão internacional pela brutalidade, que envolveu até decapitação, choque elétrico e enforcamento. A situação no presídio, principalmente a superlotação e as denúncias de maus-tratos, levaram o Brasil a ser denunciado à Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).
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Comentários
Leal 03/01/2017 10h03min
Depois disso rápido q o governo federal liberou 45 milhões para a construção de novas penitenciárias... Será que não é mais barato criar novas vagas nas universidades??? ....Se não investir em educação vamos continuar a construir prisão....nnNa boa... Não vai fazer falta nenhuma quem morreu