Porto Alegre, terça-feira, 17 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h08.

Jornal do Comércio

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Corpos dos mortos na chacina do Compaj são enterrados em Manaus

Mais de quinze dias após a chacina que deixou 56 presos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) mortos, os corpos dos detentos mortos durante a rebelião começaram a ser enterrados em uma quadra nos fundos do Cemitério de Tarumã, em Manaus. Presos por vários tipos de crimes, desde os menos ofensivos aos mais atrozes, as dezenas de corpos estão sendo colocados em covas rasa e túmulos simples em uma espécie de extensão improvisada do cemitério, nos fundos, perto da mata fechada que cerca a região. A terra ainda está revirada na quadra 34, pelo intenso número de enterros recentes. Nessa quadra não há grama ao redor ou fotos dos sepultados. São túmulos simples. Alguns mais adornados que outros por flores e pequenas faixas, como “amor eterno”, deixadas pelas famílias. O forte cheiro de flores, presente no restante do cemitério, é pouco notado na área, ocupada em sua maioria pelas vítimas da chacina. As informações são da Agência Brasil.
 

FOTO MARCELO CAMARGO/Agência Brasil/JC