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Porto Alegre, domingo, 22 de janeiro de 2017. Atualizado às 14h49.

Jornal do Comércio

Esportes

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Vôlei

22/01/2017 - 15h42min. Alterada em 22/01 às 15h50min

Após doping de russos, Giba tentará que seleção brasileira herde ouro de 2012

Giba diz ter informação de que sete jogadores da seleção russa foram flagrados no doping

Giba diz ter informação de que sete jogadores da seleção russa foram flagrados no doping


ALEXANDRE ARRUDA/CBV/DIVULGAÇÃO/JC
A seleção brasileira masculina de vôlei pode se tornar tetracampeã olímpica antes mesmo dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. O ex-jogador Giba revelou neste domingo (22) que, aproveitando seu posto de presidente da Comissão de Atletas da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), vai recorrer que o Brasil fique com a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Londres, quando perdeu a final para a Rússia.
Giba alega ter recebido a informação de que sete jogadores da seleção russa foram flagrados no doping na reanálise de exames antidoping colhidos naquela competição. Além disso, o investigador canadense Richard McLaren, autor do relatório que demonstrou como funcionava o esquema de doping na Rússia, admitiu que Dmitriy Muserskiy é um dos mais de mil atletas denunciados no seu relatório.
Em dezembro, McLaren confirmou ao site russo Sport-Express que Muserskiy testou positivo duas vezes. Não se sabe até agora, entretanto, quando foram colhidos esses exames. Da mesma forma, o gigante não foi suspenso. Em Londres, ele foi um dos destaques da vitória russa sobre o Brasil por 3 a 2.
"Esta semana estou indo para a Suíça, na sede da FIVB, para sentar com os departamentos de doping e jurídico para entender e ratificar os supostos problemas com doping dos russos em 2012 e trazer as respostas para o COB, então, analisar e dar entrada no pedido de punição e revisão das medalhas de Londres", explicou Giba, no Instagram. Ele havia revelado seu plano também durante participação no Esporte Espetacular, da TV Globo.
Durante o programa, o então técnico da seleção brasileira, Bernardinho, não quis criar expectativa. "Não cabe a nós decidir. Cabe ao Comitê Olímpico Internacional, à FIVB, e vamos ver o que vão decidir. Se for merecido, a gente ganha", afirmou o treinador.
O escândalo de doping envolvendo a Rússia já beneficiou o Brasil. O doping da russa Yulia Chermoshanskaya, colhido nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, acabou por desclassificar a equipe do revezamento 4x100m do atletismo. Rosemar Coelho Neto, Lucimar de Moura, Thaissa Presti e Rosângela Santos, que chegaram em quarto, acabaram recebendo o bronze.
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