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Porto Alegre, terça-feira, 31 de janeiro de 2017. Atualizado às 16h20.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 31/01 às 17h23min

Taxas futuras de juros encerram sessão regular com viés de baixa

Os juros futuros devolveram a leve alta de segunda-feira e encerraram a sessão regular desta terça-feira com viés de baixa. O desempenho é resultado do embate, ao longo de toda sessão, entre fatores para a queda e outros para a alta das taxas futuras. Um desses elementos que pesou na balança para o avanço das taxas foi o dólar que, depois de a Ptax de janeiro ter fechado, engatou uma valorização até marcar a máxima do dia (R$ 3,1569 no balcão).
Na sessão regular, entretanto, preponderaram os fundamentos macroeconômicos para novos recuos nas taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI). Segundo a gestora de renda fixa da Mongeral Aegon Investimentos, Patrícia Pereira, a atividade continua dando sinais de fraqueza, como mostrou a taxa de desemprego divulgada nesta terça (12% no quarto trimestre de 2016). "O mercado entende que existe ambiente para a queda de juros. O BC segue em um processo de flexibilização monetária", afirma a gestora.
A questão é que há uma incerteza muito grande quanto à cena política brasileira - por conta do receio do mercado e do próprio governo com o vazamento de delações da Odebrecht e do empresário Eike Batista, que presta seu primeiro depoimento nesta terça. E também uma grande incerteza sobre os desdobramentos das primeiras ações e sobre as próximas decisões do presidente Donald Trump.
"O tom protecionista (do presidente americano) está muito mais forte do que era possível imaginar. Porque uma coisa é o discurso de candidato. Outra é o discurso de presidente", disse Patrícia.
Para o sócio e gestor de renda fixa da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, o embate entre os fatores para alta e para baixa faz com que as taxas não tenham registrado sobressaltos nos últimos dias. "Quem tiver estômago para ficar vendido (em juros) pode ganhar. Mas acredito que, talvez, as taxas estejam estáveis agora por conta do risco político", afirmou Petrassi.
No fim da sessão regular, o DI para janeiro de 2018 fechou a 10,91% ante 10,94% no ajuste de segunda-feira O DI para janeiro de 2019 marcou 10,37% ante 10,42% no ajuste da véspera. O DI para janeiro de 2021 encerrou a 10,68% ante 10,70% no ajuste de segunda.
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