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Porto Alegre, terça-feira, 24 de janeiro de 2017. Atualizado às 14h18.

Jornal do Comércio

Economia

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agronegócios

Alterada em 24/01 às 15h20min

Estudo indica redução de até 18% no custo de produção do trigo no RS

Um pesquisa realizada pela Federação das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) juntamente com a Embrapa Trigo, de Passo Fundo, apontou que os custos da produção de trigo no Rio Grande do Sul poderiam cair entre 8,98% a 18,7%. Em nota, os organizadores da pesquisa afirmam que a ideia é estimular a diversificação da produção, considerando que, em um ano normal, é produzido um excedente de mais de um milhão de toneladas, o que avilta o preço do trigo no Rio Grande do Sul, causando prejuízos a todos os produtores do cereal.
De acordo com o presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires, os resultados do primeiro ano da pesquisa são promissores e a ideia é dar continuidade à proposta. O objetivo é no mês de fevereiro retomar o plano com os pesquisadores da Embrapa em conjunto com os técnicos das cooperativas e discutir a implementação dos próximos passos desta iniciativa.
"Depois vamos debater a viabilidade com as áreas comerciais das cooperativas e buscar a participação de agentes do mercado, sempre olhando a rentabilidade do produtor e a liquidez do produto colhido", informa.
Pires afirma que os dois eixos básicos da proposta são a assistência técnica para a manutenção de altas produtividades e a racionalização de despesas focada em mercados que tenham liquidez e aporte para o volume de produção que o Rio Grande do Sul produz.
"Neste ponto respeitamos as práticas regionais e o contexto da produção do trigo pão. Mas quem sabe daqui há alguns anos possamos começar uma especialização de trigo pão para a indústria e também para atender o mercado de exportação, com isso aumentando a área desta importante cultura para o sistema produtivo gaúcho", observa.
O presidente da FecoAgro/RS lembra que, além do estímulo para a cultura do trigo no Estado, a alternativa pode auxiliar o produtor em momentos de problemas na hora da comercialização, como os vividos nesta temporada. Ele ainda enfatiza que a redução de despesas não quer dizer que a tecnologia será menor para a produção do cereal.
"Podemos sim fazer uma agricultura com uso mais racional de insumos e isso não significa redução do uso de tecnologia. Podemos usar menos insumos e manter a alta tecnologia e através do conhecimento técnico", reforça.
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