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Porto Alegre, segunda-feira, 23 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h48.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura Internacional

Notícia da edição impressa de 24/01/2017. Alterada em 23/01 às 21h31min

FMI diz que 2017 será para estabilizar Brasil

Alejandro Werner vê mudanças com queda da inflação, melhora do consumo e câmbio

Alejandro Werner vê mudanças com queda da inflação, melhora do consumo e câmbio


CRIS BOURONCLE/AFP/JC
O Fundo Monetário Internacional (FMI) indicou nesta segunda-feira que 2017 será o ano da estabilização da economia brasileira depois de dois anos de forte recessão. Alejandro Werner, diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental da instituição, afirmou que a perspectiva de alta de 0,2% da economia no Brasil pode, estatisticamente, ser maior ou até ter um pequeno sinal positivo, mas que o País está claramente em um momento diferente do vivido nos últimos dois anos.
"Se isso se manifestará em um crescimento de 0,2%, ou 0,4% ou de -0,1% isso é um tema estatístico, mas do ponto de vista qualitativo estão sendo implementadas as medidas corretas", disse ele. "Acreditamos que 2017 será o ano em que a economia brasileira se estabilizará."
Apesar da redução recente da projeção para 2017 - era alta de 0,5% e agora é de 0,2% -, o FMI acredita que diversos dados, como inflação em baixa, fim da queda do consumo, recuperação do investimento e taxa de câmbio estável, indicam que há uma mudança. "O que estamos incorporando nos nossos prognósticos é um encerramento de 2016 onde a recuperação se atrasou e os sinais de recuperação ocorreram com menor intensidade", disse.
O fraco crescimento previsto para o Brasil neste ano (0,2%) e para 2018 (1,5%) fará com que o País tenha o pior desempenho na América Latina entre as grandes nações da região segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), com exceção da Venezuela, que vive uma grave crise política, econômica e social há alguns anos e verá seu PIB cair mais 6% neste ano e outro tombo de 3% em 2018. Segundo o Fundo, o prolongamento da recessão no ano passado, o elevados desemprego e nível de endividamento pioraram as previsões de crescimento do Brasil.
No grupo formado por sete países - Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e Venezuela - o Brasil já havia vivido o pior segundo pior desempenho entre as grandes nações, quando a economia se retraiu 3,8% e 3,5% respectivamente, com a Venezuela na lanterna das grandes nações da região (-6,2% em 2015 e -12,0% em 2016). Para este ano e o próximo, o México tem a terceira pior previsão (1,7% neste ano e 2,0% em 2018). Já o maior crescimento será o do Peru (4,3% neste ano e 3,5% em 2018). A Argentina, que viveu uma recessão de 2,4% no ano passado, deve crescer 2,2% neste ano e 2,8% em 2018.
Werner afirma que as incertezas estão crescendo na região com a posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. Trump se elegeu com um discurso populista e pretende fechar mais as fronteiras, sobretudo com o México. O novo mandatário americano, que assumiu na sexta-feira, afirmou ontem que começará logo a renegociar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).
O executivo do FMI afirmou que o efeito do governo de Donald Trump na região ainda é uma incógnita: as medidas restritivas ao comércio e aos imigrantes pode anular um eventual crescimento da economia americana neste ano e no próximo. Ele disse, contudo, que apenas as previsões para o México foram afetadas por este cenário.
"Estamos elevando as projeções de crescimento dos Estados Unidos e reduzindo as do México", disse ele, mostrando que isso não é comum, devido à forte ligação da economia dos dois países, mas que o México vai sofrer em um primeiro momento, principalmente com a queda nos investimentos.
O economista ainda lembrou que é cedo para saber como será a renegociação do Nafta. Sobre o fim da Parceria Transpacífico, anunciada ontem por Trump, ele vê pouco impacto no curto prazo: os países da região que estão no acordo - Peru, Chile e México - já tem alguns acordos com a maior parte dos países que faria parte da nova parceria e os impactos para as nações latinas só seriam sentidos a médio prazo. Werner lembrou ainda que alguns destes países tem o interesse de continuar no acordo mesmo sem os EUA e que isso pode ser positivo.
 
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