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Porto Alegre, segunda-feira, 23 de janeiro de 2017. Atualizado às 19h08.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 23/01 às 20h10min

Bolsas de Nova Iorque recuam em meio a aversão ao risco e falta de clareza de Trump

As bolsas de valores dos Estados Unidos fecharam em queda nesta segunda-feira (23), em um dia de notável aversão ao risco nos mercados internacionais, enquanto os investidores digerem as ações do presidente Donald Trump, em seu primeiro dia útil no comando da maior economia do planeta.
No fim da tarde em Nova Iorque, o índice Dow Jones fechou em queda de 0,14%, aos 19.799,85 pontos; o S&P 500 recuou 0,27%, para 2.265,20 pontos; e o Nasdaq encerrou em queda de 0,04%, para 5.552,94 pontos.
As ações das companhias de energia foram as que mais perderam, nesta sessão, recuando 1,1%, prejudicado por uma queda nos preços de petróleo, em meio a preocupações sobre um possível aumento da produção de petróleo de xisto pelos EUA. A Halliburton viu seus papéis recuarem 2,6% após divulgar perdas em seu balanço, enquanto o McDonald's caiu 0,7%, diante de um recuo nas vendas.
Em uma reunião com líderes empresariais, Trump disse que cortaria impostos "massivamente" para a classe média e para as companhias, e reduziria regulamentações em pelo menos 75%. Ele também disse que seu país imporia "grandes impostos" de fronteira em companhias que mudassem suas instalações para o exterior.
Alguns participantes do mercado disseram que os movimentos desta sessão são um reflexo do mal estar sobre a falta de clareza dos planos do republicano. "Um fator pode estar sendo o reconhecimento de que vai levar tempo para que o novo governo formule os detalhes de suas políticas econômicas", disse Jason Pride, estrategista da Glenmede Trust Co. "Quando você usa termos inconsistentes como 'massivamente' e tenta definir o número de regulamentos sendo cortados em 75%, isso soa bem vago. Os investidores querem um pouco mais de precisão", completou.
Além disso, em uma de suas primeiras ações executivas, Trump enterrou a participação do seu país na Parceria Transpacífica (TPP, na sigla em inglês), adicionando mau humor nos mercados.
Embora os participantes do mercado já esperassem pelo recuo dos EUA nas negociações da TPP, o decreto assinado hoje por Trump, que formalizou a saída do país do acordo comercial, reforçou a postura protecionista do novo governo. Defendido pelo ex-presidente Barack Obama, a TPP abrangeria 12 países - entre eles Japão, México e Canadá - e eliminaria a maior parte das tarifas entre os signatários.
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