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Porto Alegre, quarta-feira, 18 de janeiro de 2017. Atualizado às 18h49.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 18/01 às 19h52min

Bolsas de Nova Iorque fecham sem sinal único, de olho em balanços, dados e Fed

As bolsas de Nova Iorque oscilaram perto da estabilidade e fecharam sem sinal único, nesta quarta-feira (18). Algumas ações dos setores de transporte e varejo pressionaram os índices, enquanto foram divulgados balanços importantes no setor financeiro. Além disso, investidores monitoraram os sinais do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e os indicadores dos Estados Unidos.
O índice Dow Jones fechou em queda de 0,11%, em 19.804,72 pontos, o Nasdaq avançou 0,31%, para 5.555,65 pontos, e o S&P 500 teve alta de 0,18%, a 2.271,89 pontos.
As ações do setor de varejo têm sofrido nas últimas semanas, após sinais de vendas modestas nos feriados do fim do ano passado nos EUA. Nesta quarta-feira, as ações da Target caíram 5,77%, após a varejista advertir que seus resultados no quarto trimestre de 2016 serão mais fracos que os antes antecipados, diante de uma temporada modesta nos feriados, o que gerou uma onda de vendas de ações no setor. Walmart recuou 0,47% e Macy's teve baixa de 1,54%.
"A história vinda do varejo não tem sido boa", afirmou Mohannad Aama, diretor-gerente da Beam Capital Asset Management. Segundo ele, "casos individuais" devem continuar a influenciar o setor como um todo.
As ações do setor financeiro estiveram em foco. O Goldman Sachs informou que teve lucro líquido de US$ 2,35 bilhões no quarto trimestre do ano passado, superando a expectativa dos analistas. O Citigroup registrou lucro de US$ 3,6 bilhões no quarto trimestre, acima do esperado, mas com a receita abaixo da previsão. O papel do Citigroup caiu 1,70% e o do Goldman perdeu 0,62%. Já Wells Fargo subiu 0,91% e JPMorgan teve alta de 0,41%.
Na avaliação de Mike Antonelli, da R.W. Baird & Co., as ações globais podem permanecer em fluxo relativamente calmo, até que os investidores tenham um quadro melhor da temporada de balanços do quarto trimestre e também dos planos do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, que assume na sexta-feira.
Na agenda de indicadores, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA subiu 0,3% em dezembro ante novembro, após ajustes, em linha com a previsão. Já a produção industrial cresceu 0,8% na mesma comparação, acima da expectativa de +0,7%.
Além disso, investidores monitoraram os sinais do Fed. A presidente do BC dos EUA, Janet Yellen, afirmou que os dirigentes da instituição esperam elevar os juros "algumas vezes por ano" até 2019, deixando-os perto da taxa neutra de longo prazo de 3%. Ela ponderou, por outro lado, que o tamanho da próxima elevação "depende de como a economia se desenvolve". A fala de Yellen fez os juros dos Treasuries e o dólar ante o iene tocarem máximas. Antes do discurso, o Livro Bege do Fed apontou que a economia americana continuou a expandir em ritmo moderado e também que as pressões inflacionárias "se intensificaram um pouco" nos EUA.
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