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Porto Alegre, quarta-feira, 18 de janeiro de 2017. Atualizado às 10h14.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 18/01 às 11h15min

Cautela em relação à posse de Donald Trump deve marcar negócios na Bovespa

A Bovespa operava em alta na primeira meia hora do pregão, carregado novamente pelo forte desempenho de Vale e empresas de siderurgia. A variação das commodities no plano internacional pauta, mais uma vez mais, o desempenho dos papéis da Petrobras, Vale e empresas correlatas. Há pouco, o Ibovespa subia 0,14%, aos 64.447,15 pontos.
O minério de ferro fechou em alta de 0,61%, nas cotações à vista na China. Aliado a isso, investidores buscam preço pelos papéis da Vale após a notícia de readequação do acordo de acionistas, segundo um operador.
A alta da bolsa é contida pela baixa valorização da Petrobras, cujos papeis têm sinais trocados, em parte refletindo temores de que os preços mais altos do petróleo impulsionem produtores de xisto nos Estados Unidos a voltarem à produção, diminuindo os efeitos do acordo de cortes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
A abertura do pregão desta quarta-feira, 18, refletiu, em parte, a cautela dos investidores à espera da posse de Donald Trump na Presidência dos Estados Unidos, que ocorre em dois dias. A direção dos negócios deve ser contida, ressaltam operadores, diferentemente do que se viu na tarde de terça-feira, quando o rali pelas ações dos bancos fez com que o Ibovespa alcançasse o maior nível desde outubro do ano passado, fechando aos 64.354,33 pontos.
Atenção também para Usiminas, depois que o Broadcast apurou que a Nippon Steel está disposta a negociar com a Ternium uma saída para os conflitos entre os sócios. A Multiplan divulgou suas prévias operacionais do quarto trimestre de 2016 e a Minerva desistiu da compra do frigorífico Frisa.
Na abertura do pregão os investidores estavam atentos - mas sem esperar grandes surpresas - ao que falaram o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, que concedem entrevista em Davos, na Suíça. Até o momento, os dois membros da equipe econômica afirmam que está claro que o Brasil continua despertando o interesse dos investidores estrangeiros.
Na terça mesmo, a virada do Ibovespa foi a prova disso, quando alcançou a maior pontuação desde outubro do ano passado, com a entrada maciça de "gringos" comprando ações do setor financeiro.
Para analistas, a perspectiva é que o fluxo estrangeiro deve continuar a vir para a renda variável, mantendo o índice em terreno positivo, mas sem grandes euforias.
Nesta quarta, a expectativa dos investidores é por um discurso da presidente do Federal Reserve (o banco central dos EUA), Janet Yellen, previsto apenas para o fim da tarde, mas ao longo do dia saem indicadores importantes da economia norte-americana, como o índice de preços ao consumidor (CPI) e os números da produção industrial, ambos referentes a dezembro. Também será conhecido o teor do Livro Bege, elaborado pelo Federal Reserve.
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