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Porto Alegre, terça-feira, 17 de janeiro de 2017. Atualizado às 19h09.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 17/01 às 20h13min

Bolsas americanas caem pressionadas pelo mau desempenho do setor financeiro

Com a proximidade da posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, as bolsas de valores de Nova Iorque fecharam em queda nesta terça-feira (17), pressionadas principalmente pelo setor financeiro, em meio a críticas do republicano sobre propostas tarifárias de legisladores de seu próprio partido.
O índice Dow Jones fechou em queda de 0,30%, aos 19.826,77 pontos; o S&P 500 recuou 0,30%, para 2.267,89 pontos; e o Nasdaq perdeu 0,63%, encerrando aos 5.538,73 pontos. Entre as companhias que apresentaram os piores resultados na sessão de hoje estão os bancos JP Morgan (-3,67%), Bank of America (-4,17%) e Goldman Sachs (-3,50%).
Pesou sobre os mercados a entrevista que o presidente eleito concedeu ao Wall Street Journal em que ele disse que a proposta de legisladores de taxar as importações americanas e isentar exportações - conhecida como ajuste de fronteira - era "muito complicada".
"Toda vez que eu ouço sobre ajuste de fronteira, eu não gosto", afirmou o presidente eleito. "Porque em geral significa que vamos nos ajustar a um negócio ruim. É o que vai acontecer." Trump ainda reclamou do alto valor do dólar, que em parte seria causado por uma desvalorização proposital do yuan pela China.
"Nossas companhias não podem competir com eles agora porque nossa moeda está muito forte", disse. Trump também minimizou os esforços das autoridades para dar suporte à moeda, afirmando que elas acontecem apenas "porque eles não querem que fiquemos bravos com eles".
As ações bancárias haviam se beneficiado da eleição de Trump em novembro, uma vez que ele havia rejeitado um aumento da regulação no mercado. Ao lado de outros ativos que também ganharam com o resultado eleitoral, como o dólar, os papéis dessas empresas passaram a recuar hoje.
A medida também gera protestos entre empresas como refinadoras e varejistas, cuja importação é o centro do negócio. Para elas, tal proposta elevaria demasiadamente a tributação sobre seu negócio.
Alguns investidores e analistas atribuíram o movimento do dia ao nervosismo com a proximidade da posse de Trump. "Nós tivemos esse período em que vimos um rali baseado nas possíveis políticas de Trump, mas agora o mercado está olhando para o que realmente está por vir", disse Brent Schutte, estrategista chefe da Northwestern Mutual Wealth Management Company.
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