Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 16 de janeiro de 2017. Atualizado às 15h43.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Mercado Financeiro

16/01/2017 - 16h46min. Alterada em 16/01 às 16h48min

Bolsas da Europa caem antes do discurso de Theresa May e da posse de Trump

Em dia de feriado nos EUA, que reduziu o volume de negócios, as bolsas europeias fecharam em queda com os investidores no aguardo pelo plano de saída do Reino Unido da União Europeia (UE) - conhecido como Brexit -, cujos detalhes deverão ser oferecidos amanhã pela primeira-ministra britânica, Theresa May. A perspectiva de que este plano será mais duro do que o imaginado anteriormente voltou a pressionar com força a libra e o euro. Além disso, o mercado também seguiu cauteloso com a posse do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, na sexta-feira.
A bolsa de Londres fechou em baixa de 0,15% nesta segunda-feira, 16, aos 7.327,13 pontos; Paris recuou 0,82%, aos 4.882,18 pontos; Frankfurt perdeu 0,64%, aos 11.554,71 pontos; Milão teve retração de 1,37%, aos 19.247,25 pontos; Madri caiu 1,07%, aos 9.410,00 pontos; e Lisboa se desvalorizou 0,84%, aos 4.576,53 pontos.
A libra caiu à mínima em três meses em meio a preocupações se Theresa May irá anunciar uma saída "limpa e dura" de seu país da União Europeia, em discurso previsto para esta terça-feira, como publicou o jornal The Sunday Times. Durante o fim de semana, o ministro das Finanças do Reino Unido, Phillip Hammond, disse a um jornal alemão que, se seu país não mantiver o acesso ao mercado único da UE, Londres irá perseguir um novo "modelo econômico", o que tem gerado incertezas entre analistas e investidores. Diante disso, a libra caiu com força e chegou a ser negociada mais cedo abaixo de US$ 1,20 pela primeira vez desde outubro.
A desvalorização da libra impulsionou as ações de empresas exportadoras britânicas, permitindo à bolsa de Londres se manter perto da estabilidade, enquanto as demais praças da região operaram durante a manhã em queda moderada.
As perdas foram lideradas pela bolsa de Milão, que caiu mais de 1%. Por lá, as ações de bancos recuaram depois que a agência de classificação de risco DBRS reduziu o rating da Itália de A para BBB na sexta-feira. O papel do Unicredit caiu 2,17%, enquanto o banco BPM perdeu 1,73%.
Embora o movimento vendedor tenha prevalecido, o anúncio da fusão da francesa Essilor com a italiana Luxottica, que criará uma gigante da indústria de óculos, fez com que as ações das empresas subissem 13,4% e 8%, respectivamente nos negócios da manhã, fechando em alta de 9,38% e 8,05%, nesta ordem.
Entre os indicadores do dia na região, o superávit comercial da zona do euro subiu para 22,7 bilhões de euros em novembro, de 19,9 bilhões de euros em outubro, com alta de 3,3% nas exportações e um aumento de 1,8% nas importações, na série ajustada, apontando para uma recuperação do crescimento econômico no final de um ano decepcionante para a região. 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia