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Porto Alegre, segunda-feira, 16 de janeiro de 2017. Atualizado às 08h39.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

Alterada em 16/01 às 09h43min

Previsão para o IPCA em 2017 cai para 4,80% no Relatório Focus

Após a inflação ter encerrado 2016 abaixo do teto da meta e o Banco Central ter acelerado o ritmo de cortes da Selic (a taxa básica de juros), os economistas do mercado financeiro reduziram levemente suas projeções para a inflação neste ano. O Relatório de Mercado Focus divulgado na manhã desta segunda-feira (16) pelo BC, mostra que a mediana para o IPCA - o índice oficial de inflação - em 2017 foi de 4,81% para 4,80%. Há um mês, estava em 4,90%.
Já a projeção para o IPCA de 2018 permaneceu em 4,50%, mesmo patamar de quatro semanas atrás. Esta foi a primeira vez que o BC publicou, no relatório, os dados referentes ao próximo ano.
Na quarta-feira passada, dia 11, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA em 2016 ficou em 6,29%. O porcentual ficou dentro do intervalo da meta perseguida pelo BC, de 4,5% com margem de tolerância de 2,0 pontos porcentuais (inflação até 6,5%).
Os preços mais acomodados, somados à forte recessão que atinge a economia, fizeram o BC anunciar, no mesmo dia, o corte da taxa básica de juros, a Selic, de 13,75% para 13,00% ao ano.
As projeções de mercado divulgadas nesta segunda no Focus indicam que a expectativa é que a inflação se aproxime do centro da meta, de 4,5%, em 2017 e 2018. A margem de tolerância para estes anos é de 1,5 ponto porcentual (inflação até 6,0%).
No comunicado que se seguiu à decisão de política monetária da semana passada, o Banco Central atualizou as projeções para a inflação em seu cenário de referência: 4,0% para 2017 e 3,4% em 2018.
Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2017 passou de 4,55% para 4,54%. Para 2018, a estimativa seguiu em 4,50%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de, respectivamente, 4,52% e 4,50%.
Já a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 4,84% para 4,80% de uma semana para outra - há um mês, estava em 4,87%.
Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para janeiro de 2017 seguiu em 0,58%. Um mês antes, estava em 0,61%. No caso de fevereiro, a previsão de inflação do Focus foi de 0,60% para 0,61% ante 0,58% de quatro semanas atrás.

Alta do PIB de 2017 segue em 0,50%

Na esteira do corte de juros e da divulgação do Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) de novembro, na semana passada, o Relatório de Mercado Focus indicou manutenção nas projeções de atividade para 2017 e leve piora para 2018. Pelo documento agora, a mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 seguiu com alta de 0,50%. Há um mês, a perspectiva era de avanço de 0,58%.
Para 2018, o mercado reduziu a previsão de alta de 2,30% para avanço de 2,20% no PIB. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,30%.
Na semana passada, o Banco Central reduziu a taxa básica de juros, a Selic, de 13,75% para 13,00% ao ano. Uma das principais justificativas para o corte de 0,75 ponto porcentual foi a atividade econômica, que está "aquém do esperado".
Na sexta-feira, 13, o BC informou que o IBC-Br subiu 0,20% em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal. No acumulado de 2016 até novembro, porém, a atividade cai 4,59%, conforme o IBC-Br.
No último Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado no fim de dezembro, o BC projetou recuo de 3,3% do PIB em 2016 e avanço de 0,8% para 2017. Já o Ministério da Fazenda trabalha com estimativa de crescimento de 1,0% para este ano.
No relatório Focus desta segunda, as projeções para a produção industrial indicaram um cenário de leve recuperação neste e no próximo ano. O avanço projetado para 2017 seguiu em 1,00%. Há um mês, estava em 0,75%. No caso de 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 2,10%, mesmo porcentual de quatro semanas antes.
Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2017 foi de 50,67% para 50,82% no Focus. Há um mês, estava em 50,75%. Para 2018, as expectativas no boletim Focus foram de 54,30% para 54,75%, ante projeção apontada um mês atrás de 55,35%.
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