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Porto Alegre, domingo, 08 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h26.

Jornal do Comércio

Economia

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Gestão

Notícia da edição impressa de 09/01/2017. Alterada em 08/01 às 22h13min

Ação integra mulheres a conselhos de empresas

Sonia Hess, da Dudalina, incentiva inclusão

Sonia Hess, da Dudalina, incentiva inclusão


WINNING WOMEN/DIVULGAÇÃO/JC
Carolina Hickmann
Em pesquisa realizada com 339 empresas, apenas 128 possuíam mulheres em seus conselhos administrativos. A baixa participação do gênero feminino em colegiados no Brasil é sistêmica e representa apenas 7,9% do total de assentos efetivos que estão disponíveis no mercado. Esse percentual coloca o País como o 26º em pluralidade de gênero em cargos de conselho, pela pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Em primeiro lugar está a Noruega, com 40,5% de vagas ocupadas por mulheres. Em seguida, vem a Suécia, com 27,5%.
Os números fizeram com que o IBGC buscasse parceria com o Womens Corporate Director Foundation (WCD) para a criação de um programa de mentoria para mulheres que já têm qualificações para ocupar conselhos. A superintendente do IBGC, Heloisa Bedicks, conta que a inspiração veio de uma viagem que o grupo fez à Austrália. Por lá, o Instituto Australiano de Conselheiros tem um programa similar. A diferença fica por conta da participação governamental. O programa no Brasil é gratuito, qualquer custo possível é bancado pelo instituto ou seus parceiros.
Além dos percentuais brasileiros estarem distantes do topo da lista, eles também colocam o País em posição intermediária em relação aos outros membros dos Brics. A China está na 24º posição, com 8,1% de representantes do gênero feminino. Enquanto isso, Rússia fica na 32º posição, com 4,8% de mulheres.
Dados brasileiros apontam que, das companhias listadas na BM&FBovespa, 40% dos conselhos têm representatividade feminina. Nestes, a média de participação no total de membros é de aproximadamente 22%. Levando em consideração o número de mulheres presidentes em conselhos, a percentagem cai para 2,8%.
Ao longo de 12 meses, os participantes têm a obrigação de realizar seis encontros com a finalidade de identificar carências e estabelecer vínculos. "Estamos verificando que o número de encontros é, geralmente, superior", lembra Heloisa. A primeira edição do programa aconteceu em 2015 e teve participação de 18 mentores.
No programa, não só as mentoradas são do gênero feminino. Ao menos oito executivas utilizam o seu conhecimento para estimular a inclusão de outras mulheres em conselhos. A empresária Sônia Hess, presidente da camisaria Dudalina, é uma delas. Em várias oportunidades, ela usou seu conhecimento para auxiliar outras mulheres. Ela comenta que suas mentoradas são "extremamente bem preparadas", e o objetivo dos encontros é levantar possíveis déficits.
"Tenho conversado com mulheres, e o que falta no mundo corporativo feminino é networking", alega Sônia, que lembra que mulheres geralmente têm outras preocupações fora do ambiente empresarial. "Os homens sabem muito bem fazer a rede", continua. Para Sônia, a troca de informações é mútua. Ela lembra que, em paralelo ao programa, existe, no País, uma proposta de cotas para empresas listadas e estatais. "Para que com o tempo isso já esteja impregnado na própria sociedade corporativa", alega. Ela comenta que as mulheres têm muita capacidade, mas o mundo dos negócios é dominado pelos homens, mesmo que seja o gênero feminino o maior consumidor. "Minhas mentoradas estão preparadíssimas, talvez mais do que muitos homens", afirma.
Também participa do projeto a Internacional Finance Corporation (IFC), instituição de desenvolvimento global voltada para o setor privado de países em desenvolvimento.
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