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Porto Alegre, domingo, 08 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h26.

Jornal do Comércio

Economia

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Turismo

Notícia da edição impressa de 09/01/2017. Alterada em 08/01 às 22h10min

Crise muda roteiro de férias dos brasileiros

Deslocamentos utilizando carros ganharam espaço por serem mais econômicos do que os pacotes aéreos

Deslocamentos utilizando carros ganharam espaço por serem mais econômicos do que os pacotes aéreos


JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
Thiago Copetti
Em um ano em que a incerteza sobre a renda e o próprio emprego foram praticamente a regra, a decisão sobre as férias foram adiadas por boa parte dos trabalhadores. No Rio Grande do Sul, onde os salários dos servidores públicos estaduais estão sendo parcelados, esse adiamento foi ainda mais presente, avaliam profissionais do turismo.
"O brasileiro, em geral, costuma mesmo deixar as coisas para a última hora, e com o destino e a preparação das férias não é diferente. Neste ano, isso ocorreu com mais frequência. O movimento de última hora está cerca de 10% maior nas agências", afirma Danilo Khel Martins, conselheiro do Sindicato das Empresas de Turismo do Estado (Sindetur).
Toda a viagem que exige deslocamento aéreo, alerta Martins, sempre terá custo elevado em cima da hora. Outra questão que, neste ano, afetou os preços, especialmente nesta alta temporada, é a redução no volume de voos operados no País. Martins estima uma redução de 20% entre 2015 e 2015, com a consequente alta nos preços. O ideal, alerta Martins, é fazer o possível para fugir dos meses de janeiro e fevereiro e tentar a folga em março.
"Temos recebido mais ligações e questionamento pelo WhatsApp sobre férias em cima da hora. Santa Catarina é que está feliz, porque tem gaúcho que trocou pacotes aéreos por deslocamento de carro. É o que se pode fazer em cima da hora para não arcar com preços tão levados", avalia o executivo do Sindetur.
Outro movimento para adequar o descanso e o lazer ao bolso descapitalizado é reduzir bem o período, para até menos de 10 dias, dizem especialista. A procura por viagens curtas, de última hora, aumentou cerca de 10% neste ano, estima Edmar Bull, presidente nacional da Associação Brasileira das Agências de Viagem (Abav).
"Para quem compra de última hora é ainda mais importante ler bem o contrato com a agência, ter certeza do que está comprando, o tipo de quarto, distância do hotel das principais atrações e outros itens que, depois de chegar, podem afetar as despesas e alterar o gasto que foi dimensionado", recomenda Bull.
Outra orientação é reduzir os gastos no local, se preparar para refeições menos caras, fazer menos compras. Na redução de custos, vale a pena, diz o presidente regional da Abav, João Augusto Machado, procurar opções mais baratas na hotelaria, abrindo mão de algumas características, como localização e serviços. Ir na contramão da maioria, que se direcionada para o litoral, e subir a serra, se hospedando em cidades menores, também é uma opção.
"Como viajar é um desejo comum, todo mundo quer, quando chega perto do verão, mesmo quem não se organizou ainda tenta achar uma forma de dar uma saidinha, nem que seja por cinco dias", explica Machado.

Ajuda para se organizar

Reinaldo Domingos, educador e terapeuta financeiro, presidente da DSOP Educação Financeira, elaborou sete dias para ajudar a organizar a parte econômica da viagem, especialmente em cima da hora.
1. Levar uma reserva financeira de 30% a 50% a mais, seja qual for a viagem, para imprevistos.
2. Tomar cuidado com os excessos, pois, no calor do momento, acabamos gastando mais do que devemos.
3. Prestar atenção no gasto com telefone. Há diversas opções como Skype e Viber, que permitem fazer ligações e enviar mensagens gratuitas, utilizando a internet.
4. Se a viagem for para o exterior, colocar 80% da quantia em um cartão pré-pago e carregar 20% em espécie.
5. Cada pessoa deve ter seu cartão com os limites já pré-estabelecidos.
6. Levar no máximo dois cartões de crédito, com vencimentos próximos e posteriores a data da viagem. Informar a operadora de cartões para que saiba que estará fora do país durante o período.
7. Caso alguém peça para trazer encomendas, tentar receber o dinheiro antes de comprar.
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