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Porto Alegre, domingo, 08 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h26.

Jornal do Comércio

Economia

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Inovação

Notícia da edição impressa de 09/01/2017. Alterada em 08/01 às 21h26min

Aplicativo traz soluções para eventos e congressos

App permite download de apresentações de slides de palestras, avaliação de painéis e votação interativa

App permite download de apresentações de slides de palestras, avaliação de painéis e votação interativa


MAKADU/DIVULGAÇÃO/JC
Guilherme Daroit
Trabalhando na área de eventos, o desenvolvedor Eros Carrasco percebeu que havia uma lacuna no segmento. Depois de palestras, no clássico momento das perguntas da plateia, ou não havia perguntas, em alguns casos, por conta da timidez dos participantes, ou alguém as fazia, mas se alongava demais. Experiente, com a bagagem de outra startup que não deu certo, Carrasco viu ali uma oportunidade. Nascia, assim, no fim de 2014, a Makadu.
"O aplicativo nasceu para resolver esse problema, mas, com o tempo, foi sendo expandido", conta o fundador da Makadu. As funções adicionadas com o tempo incluem a programação - "algo que muda o tempo todo" em seminários, segundo Carrasco - o download das apresentações de slides das palestras (recurso mais utilizado pelos usuários), a avaliação do evento e dos painéis, e uma ferramenta de votação interativa, com acompanhamento em tempo real dos resultados.
Outras funções, de acordo com Carrasco, poderiam ser acrescentadas ao programa, mas há a preocupação quanto a se colocar coisas demais no aplicativo. "Queremos que seja simples de usar, pois muitas pessoas ainda não estão acostumadas com aplicativos", afirma o desenvolvedor. Essa, inclusive, é apontada por Carrasco como uma das maiores dificuldades no início da empresa, pois se repete até com boa parte dos organizadores de eventos. "Não estamos mais no começo do processo (de popularização do uso de aplicativos), mas ainda tem muita coisa a acontecer", comenta.
O mercado de eventos em si, segundo o fundador da Makadu, também apresentaria dificuldade extra, por ser mais conservador quanto a novidades. O crescimento, portanto, seguiu o caminho mais tradicional, iniciando com atividades menores e, a partir do boca a boca, alcançando outras maiores. "No meio de 2015, acertamos com o Fórum Internacional de Software Livre (Fisl), nosso maior evento na época, que nos permitiu ganhar estrutura", conta Carrasco. A partir do evento, com cerca de 6 mil participantes, começaram a surgir outras oportunidades. O Makadu já foi utilizado em mais de 60 eventos nos últimos dois anos.
Em termos de utilização, a taxa normalmente oscilaria entre 40% e 60% dos participantes dos eventos. "Tentamos o tempo todo aumentar isso, achamos que 80% é um patamar que dá para ser alcançado", comenta o fundador da empresa, usando como baliza a penetração desse tipo de serviço em mercados mais maduros, como a Europa e os EUA.
Os próximos passos, agora, passam por introduzir, gradualmente, novas funções ao aplicativo. O foco nessa área é incluir recursos que atendam o palestrante, já que atualmente o Makadu está mais voltado a quem organiza e a quem assiste às palestras. "Vamos em todos os nossos eventos, o que ajuda nessa área. Olhamos as pessoas usando e é aí que sentimos falta de algo que poderíamos incluir no app", conta Carrasco. Neste mês, o aplicativo ganhará também uma atualização com um novo design.
O ano deve ser marcado, ainda, pela maturação definitiva dos processos e estrutura da Makadu. "Temos processos que precisamos encaixar ainda. Acho que, em 2017, conseguimos arredondar tudo e, talvez, começar a escalar", projeta o desenvolvedor. Um dos desafios, apenas como exemplo, é permitir ou não que os organizadores modifiquem sozinhos a seção de seus eventos, algo que demandaria menos a equipe da Makadu, mas abriria o flanco para alguns riscos.
Enquanto não houver essa estrutura bem definida para ganhar escala, Carrasco comenta que não procura investidores. A Makadu nasceu de um empréstimo inicial e recebeu um aporte de investidor-anjo ainda em 2015, recurso usado nas melhorias que foram incluídas ao aplicativo. "Ainda não chegamos na fase do investimento de escala. Precisamos primeiro consolidar o modelo, para depois vir alguém botar gasolina no fogo", brinca o desenvolvedor. Como o tíquete médio é alto (os planos vão de R$ 2,5 mil a R$ 15 mil por evento), há a possibilidade de, fechando um número razoável de eventos, a própria empresa autofinanciar seu crescimento.
 
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