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Porto Alegre, quinta-feira, 05 de janeiro de 2017. Atualizado às 17h41.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Alterada em 05/01 às 18h46min

Mudanças do Bndes são boas, mas não têm força para retomar investimento, diz presidente-executivo da Abimaq

O presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, considerou que as mudanças anunciadas nesta quinta-feira (5), pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nas condições de financiamento concernentes ao setor são, de forma geral, positivas. No entanto, ele afirmou que as medidas isoladas não têm força para retomar os investimentos.
"São medidas interessantes e necessárias, mas não são definitivas para acelerar o crescimento. O que vai determinar o crescimento do setor é a retomada da confiança do empresário, a queda drástica da Selic e a desvalorização do câmbio para um patamar de dólar a R$ 3,70", disse. "A Selic teria que ficar abaixo de 9% no fim de 2017, já que a expectativa de inflação no ano é de no máximo 5,5%", completou.
A principal medida para o setor foi a ampliação do prazo de financiamento no âmbito do programa Finame para compra de máquinas e equipamentos. Atualmente, o prazo máximo é de cinco anos, mas ainda este mês vai passar a ser o dobro, 10 anos.
"É uma medida fantástica, uma vez que o mercado interno é muito sensível ao financiamento do BNDES e com a ampliação do prazo, as prestações vão diminuir e isso vai facilitar a decisão de compra de máquinas pelas empresas."
Velloso disse que o faturamento no mercado interno de máquinas e equipamentos encolheu de R$ 95,5 bilhões em 2012 para R$ 38,2 bilhões em 2016 após três anos de crise.
Ele ainda disse que, embora as empresas estejam muito endividadas, essa mudança movimenta pouco o volume de compra de máquinas porque algumas empresas decidem fazer investimentos durante a crise para aumentar a produtividade e diminuir as perdas.
Além disso, dentro da Finame, as micro, pequenas e médias empresas, que agora têm limite de faturamento anual de R$ 300 milhões, poderão comprar bens de capital financiados a 80% da TJLP, que atualmente está em 7,5%. Como base de comparação, a taxa básica de juros está em 13,75% ao ano.
Antigamente, o limite de financiamento para TJLP para empresas desse porte era de 90%, segundo Velloso, mas apenas companhias com faturamento anual máximo de R$ 90 milhões eram classificadas nessa categoria. "Agora mais empresas serão beneficiadas".
Outra mudança positiva, para Velloso, é a criação do programa Progeren Direto, que vai ter orçamento de R$ 5 bilhões para ofertar capital de giro sem intermédio de agentes financeiros até o final de 2017. "Esse era um pleito da Abimaq, uma vez que o crédito está muito restrito e caro no mercado." Ele ainda frisou que o limite de R$ 70 milhões para empréstimos e o prazo máximo de 60 meses, com 24 meses de carência, são notícias muito boas.
Velloso só criticou a redução da fatia de financiamento a TJLP para grandes empresas fabricantes de bens de capital para exportação no âmbito do programa BNDES EXIM, que é agora é de 30%.
"Um terço do faturamento do setor é de exportação e o financiamento mais caro para o fabricante aumenta o custo da máquina, prejudicando a venda externa", disse.
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