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Porto Alegre, quinta-feira, 05 de janeiro de 2017. Atualizado às 07h52.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

Alterada em 05/01 às 08h55min

Inflação da baixa renda sobe 0,19% em dezembro ante 0,06% em novembro, revela FGV

Preço dos alimentos voltaram a pesar mais no bolso das famílias

Preço dos alimentos voltaram a pesar mais no bolso das famílias


GILMAR LUÍS/arquivo/JC
A inflação percebida pelas famílias de baixa renda registrou alta de 0,19% em dezembro, ante aumento de 0,06% em novembro, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) divulgado na manhã desta quinta-feira (5) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
O indicador é usado para mensurar o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre um e 2,5 salários mínimos. Com o resultado, o índice acumulou alta de 6,22% no ano de 2016.
Em dezembro, a inflação da baixa renda ficou abaixo da variação da inflação média apurada entre as famílias com renda mensal entre um e 33 salários mínimos, obtida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR), que teve alta de 0,33% no mês. No fechamento de 2016, entretanto, a alta acumulada pelo IPC-BR foi ligeiramente inferior, 6,18%.

Alimentos voltam a ficar mais caros e pressionam inflação

Após meses de trégua, os alimentos voltaram a pesar mais no bolso das famílias de baixa renda no último mês do ano. O grupo Alimentação saiu de uma queda de 0,36% em novembro para alta de 0,26% em dezembro, dentro do Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), informou nesta quinta-feira, 5, a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Entre itens que ficaram mais caros e outros que diminuíram o ritmo de queda nos preços, um dos destaques foram os laticínios, que saíram de um recuo de 4,26% em novembro para queda de 2,06% em dezembro, apontou a FGV.
A inflação percebida pelas famílias de baixa renda registrou alta de 0,19% em dezembro, ante aumento de 0,06% em novembro. Além de Alimentação, cinco entre as oito classes de despesa tiveram taxas de variação maiores: Despesas Diversas (de -0,34% em novembro para 1,86% em dezembro), Vestuário (de -0,36% para 0,81%), Transportes (de 0,35% para 0,59%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,37% para 0,52%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,56% para 0,86%). Houve destaque para os itens cigarros (de -0,84% para 3,31%), roupas (de -0,35% para 0,92%), gasolina (de -0,13% para 2,21%), salão de beleza (de 0,76% para 1,43%) e show musical (de 0,74% para 2,32%).
Na direção oposta, ajudaram a conter o índice os grupos Habitação (de 0,39% para -0,69%) e Comunicação (de 0,10% para 0,07%), sob influência de itens como tarifa de eletricidade residencial (de 1,25% para -5,13%) e mensalidade para TV por assinatura (de 1,86% para 0,35%), respectivamente.
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