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Economia

- Publicada em 04 de Janeiro de 2017 às 20:45

Venda total de veículos novos cai 20,19% em 2016

Mercado de automóveis e comerciais leves recuou 19,8% em 2015

Mercado de automóveis e comerciais leves recuou 19,8% em 2015


Marcelo G. Ribeiro/JC
Com o aprofundamento da recessão e a piora das condições de emprego e crédito, a venda de veículos novos no Brasil caiu 20,19% em 2016 em relação a 2015, para 2.050.327 unidades, informou ontem a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). É o menor volume desde 2006 e a quarta retração anual seguida.
Com o aprofundamento da recessão e a piora das condições de emprego e crédito, a venda de veículos novos no Brasil caiu 20,19% em 2016 em relação a 2015, para 2.050.327 unidades, informou ontem a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). É o menor volume desde 2006 e a quarta retração anual seguida.
Em dezembro, mês que faltava ser apurado para que o resultado final do ano fosse conhecido, as vendas somaram 204.397 unidades, recuo de 10,24% em comparação a dezembro de 2015, mas crescimento de 14,73% ante as vendas registradas em novembro de 2016 - parte do avanço é explicado pelo tradicional aquecimento do consumo no fim do ano e do maior número de dias úteis em dezembro.
O mercado de veículos começou a cair em 2013, depois de uma sequência de nove anos seguidos de alta, com o ano de 2012 marcado por um recorde de 3,8 milhões de unidades vendidas. O boom resultou em alto nível de inadimplência, o que fez com que o mercado passasse a recuar a partir do ano seguinte.
Em 2015, com o estouro da crise e a alta do desemprego, a situação se agravou, e as vendas caíram 26,5%, o maior tombo em 27 anos. Com o resultado de 2016, o setor acumula retração de quase 50% em quatro anos.
As vendas de automóveis e comerciais leves, que são a maior fatia do mercado, somaram 1.986.389 unidades no ano passado, recuo de 19,8% em relação a 2015. Só em dezembro, foram 199.024 emplacamentos nos dois segmentos, baixa de 9,78% ante o resultado de dezembro do ano passado, mas alta de 14,66% na comparação com novembro.
Entre os pesados, o mercado de caminhões teve contração de 29,92% em 2016, para 50.292 unidades. No último mês do ano, foram 4.446 caminhões vendidos, recuo de 20,29% ante igual mês de 2015, porém avanço de 17,68% sobre o volume de novembro. No caso dos ônibus, o ano terminou com queda de 32,92%, para 13.646 unidades. Em dezembro, as concessionárias venderam 927 ônibus, queda de 40,42% em relação a dezembro de 2015 e alta de 15,44% sobre novembro.

Piora da crise barra avanço do programa de renovação

O presidente da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Alarico Assumpção Jr., afirmou ontem que a piora da crise política acabou barrando o avanço do programa de renovação de frota que vem sendo elaborado pelo governo em parceria com entidades do setor automotivo, numa tentativa de estimular a venda de veículos no Brasil e tirar de circulação modelos mais poluentes e menos seguros.
Segundo Assumpção Jr., o projeto continua parado na mesa Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), e ainda não houve um convite do presidente Michel Temer para que o tema fosse discutido mais profundamente com os representantes do setor. "O governo tem sempre uma justificativa, lamentavelmente. Eu não quero transferir responsabilidade, mas no segundo semestre a questão política voltou muito gravemente, com essa briga entre poderes, isso abala, a inércia volta", criticou o empresário.
Em novembro do ano passado, durante o Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, o ministro Marcos Pereira, titular do Mdic, mostrou otimismo com programa de renovação de frota e disse que, até o fim de 2016, o projeto seria apresentado ao presidente Michel Temer. Afirmou também que tinha a expectativa de que, até o fim do primeiro semestre, o projeto saísse do papel e estivesse apto a entrar em vigor.

Dados de mercado mostram GM na liderança de vendas no ano passado

Depois de 11 anos de reinado da Fiat como líder nas vendas de veículos leves no Brasil, o posto foi retomado em 2016 pela GM, que ocupou a liderança pela última vez em 2004, cedendo o espaço a partir de 2005 para a própria Fiat. Ambas amargaram quedas de mercado em 2016, assim como todo o setor, mas a GM teve recuo menor, o que permitiu a reconquista do primeiro lugar.
As vendas da GM somaram 345,8 mil automóveis e comerciais leves em 2016, ou 17,4% do total do mercado, apontam números preliminares. A Fiat teve baixa de 31%, para 305 mil unidades, com 15,3% de participação no todo.
Das principais montadoras em atuação no Brasil, apenas a japonesa Toyota conseguiu elevar as vendas. O salto foi de 3%, para 180,4 mil unidades, ficando com 9,1% de participação do mercado.
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