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Porto Alegre, terça-feira, 03 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h33.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura internacional

Notícia da edição impressa de 04/01/2017. Alterada em 03/01 às 20h42min

Trump critica GM e Ford desiste do México

Maior parte dos veículos da marca é fabricada em Ohio; versão hatch vem de Ramos Arizpe

Maior parte dos veículos da marca é fabricada em Ohio; versão hatch vem de Ramos Arizpe


SCOTT OLSON/AFP/jc
No mesmo dia em que o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trumpo, ameaçou aumentar os impostos sobre os carros modelo Cruze produzidos pela General Motors (GM) no México, a montadora Ford anunciou o cancelamento do projeto que previa a construção de uma fábrica orçada em US$ 1,6 bilhão no México.
A Ford agora pretende direcionar o investimento de US$ 700 milhões na ampliação de sua planta em Flat Rock, nos arredores de Detroit (Michigan), no Norte dos Estados Unidos, região que vem sofrendo nos últimos anos por conta da fuga da indústria automobilística para outros países. A fábrica mexicana ficaria em San Luis Potosí, no Centro da nação latina.
Segundo a emissora "Fox News", o CEO da Ford, Mark Fields, disse que as políticas prometidas pelo republicano foram cruciais para a decisão da montadora.
"Nós acreditamos que reformas fiscais e regulatórias são necessárias para impulsionar a competitividade dos EUA", afirmou o executivo, que teve sua declaração publicada por Trump no Twitter. Por outro lado, a rede NBC alega ter ouvido de fontes da empresa que o presidente eleito não teve nada a ver com a mudança de planos na companhia.
A GM usa a fábrica de Lordstown, em Ohio, para montar a maior parte dos veículos do modelo Cruze que vende em território norte-americano. Outras versões, incluindo um modelo hatchback, são importadas da fábrica de Ramos Arizpe, do outro lado da fronteira.
No tuíte publicado na manhã de ontem, Trump escreveu: "A GM está enviando modelos do Cruze montados no México para revendedores norte-americanos sem pagar impostos. Monte-os nos EUA ou pague as taxas!". Em um comunicado, a GM afirmou que monta apenas a versão hatchback do Cruze "para os mercados globais no México, e uma pequena parte deles é vendida nos EUA".
A executiva-chefe da GM, Mary Barra, é membro do time econômico de Trump, e deve se encontrar frequentemente com o presidente eleito assim que ele assumir a Casa Branca. Durante a campanha, Trump adotou um discurso fortemente protecionista, contrariando até a própria tradição republicana de defender o livre mercado, e prometeu aumentar a pressão fiscal sobre produtos importados, forçando as empresas a criarem empregos nos Estados Unidos.

Atividade industrial dos EUA avança em dezembro

A atividade industrial dos Estados Unidos acelerou para a máxima de dois anos em dezembro, em meio a um aumento das novas encomendas e do emprego.
O Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) informou que seu índice de atividade industrial nacional subiu 1,5 ponto percentual no mês passado, para uma leitura de 54,7, a mais alta desde dezembro de 2014. O indicador superou as expectativas de analistas. A mediana das projeções era de 53,8.
Uma leitura acima de 50 indica expansão na indústria, que representa cerca de 12% da economia dos EUA. A medida de novas encomendas saltou 7,2 pontos percentuais, para o nível mais alto desde novembro de 2014. A medida de emprego na indústria aumentou 0,8 ponto percentual, para o nível mais alto desde junho de 2015.
Em um relatório separado, o Departamento de Comércio informou que os gastos com construção aumentaram 0,9% em novembro, para US$ 1,18 trilhão, nível mais alto desde abril de 2006. Os gastos foram impulsionados pelos ganhos no investimento tanto no setor público como no privado.
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