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Porto Alegre, quarta-feira, 04 de janeiro de 2017. Atualizado às 08h05.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 04/01/2017. Alterada em 03/01 às 21h19min

A eleição do candidato

Toda eleição no Brasil tem um período pré-eleitoral em que alguns partidos se digladiam para escolher um nome para concorrer ao Planalto ou aos palácios estaduais. O cenário é o mesmo: os militantes brigam, o partido racha, e os caciques acabam escolhendo um nome que não satisfaz ninguém. No meio das brigas, um ou outro propõe a realização de prévias. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) propôs, na metade de 2016, a eleição do candidato tucano à presidência, assim como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), para evitar que o partido, eternamente rachado, rache mais. O PT, por sua vez, prevê a realização de prévias, mas tenta evitá-las a todo custo.
Eleições primárias
Um projeto de lei do senador Álvaro Dias (PV-PR) está pronto para ser votado em plenário desde 2012 e disciplina a realização de prévias, mas apenas para a escolha do candidato à presidência da República. "Não pretendemos obrigar os partidos a realizarem eleições primárias, mas, sim, propiciar as condições materiais e institucionais para que os partidos possam optar por fazê-las, mediante a assistência da Justiça Eleitoral que garanta aos partidos e coligações os meios e a lisura necessários ao processo de escolha do seu candidato a presidente da República", disse o senador na época.
Qualquer um vota
O deputado federal Henrique Fontana (PT) apresentou um projeto de lei prevendo a realização de prévias eleitorais para presidente e governador com a possibilidade de qualquer um votar. De acordo com o texto, quando houver mais de um candidato em disputa, eleitores poderão escolher quem irá disputar por meio de eleição direta. As campanhas dos candidatos nas prévias eleitorais se iniciariam 30 dias antes do pleito, "limitando-se ao envio de correspondência, correio eletrônico ou chamadas telefônicas direcionadas aos eleitores". A votação seria nas sedes dos diretórios municipais dos partidos. As prévias seriam ainda organizadas pelos tribunais regionais eleitorais, e o voto seria facultativo.
Democracia representativa
"A democracia representativa em funcionamento no País necessita ser aperfeiçoada por meio da definição de métodos mais adequados à participação dos cidadãos na escolha dos candidatos que concorrerão nessas duas importantes eleições majoritárias", afirmou Henrique Fontana. Atualmente, segundo o parlamentar, esse processo se restringe às convenções partidárias, que permitem apenas a participação dos filiados dos partidos na escolha dos candidatos e das estratégias a respeito das coligações eleitorais.
 
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Comentários
Welbi Maia Brito 04/01/2017 06h56min
Geraldo Alckmin, sem dúvida, é um dos políticos mais experientes e de maior destaque do país. Dirige o principal Estado da nação pela quarta vez. Foi reeleito no primeiro turno com uma votação muito expressiva. Perdeu em apenas um município dos 645. Foi também vereador, prefeito, Deputado Estadual e Federal. Sua trajetória o credencia a disputar qualquer cargo. Se Alckmin for candidato, terá meu apoio e meu voto.