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Porto Alegre, quarta-feira, 28 de dezembro de 2016. Atualizado às 21h48.

Jornal do Comércio

Política

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Assembleia Legislativa

Notícia da edição impressa de 29/12/2016. Alterada em 28/12 às 21h11min

Edu Oliveira dará apoio total ao pacote do governo

Bruna Suptitz
O presidente estadual em exercício do PSD, Edu Oliveira, assumiu ontem a cadeira do partido na Assembleia Legislativa, que ficou vaga após a cassação de Mário Jardel (PSD) por quebra de decoro parlamentar, no dia 22. O novo deputado estadual afirma que o partido já havia afastado Jardel das funções políticas, mas aguardava o desfecho das investigações para expulsá-lo, o que deve ocorrer em janeiro.
Parlamentar da base governista, Oliveira é defensor do pacote de reestruturação do Estado, em apreciação na Assembleia, e sustenta o discurso de "enxugamento" dos serviços públicos, argumentando que a iniciativa privada pode "atender a uma série de demandas que o Estado não precisa mais prestar".
Nesta entrevista ao Jornal do Comércio, Oliveira projeta que os impactos do pacote na sociedade não serão imediatos. Ele, que foi secretário de Administração no início da gestão de José Ivo Sartori (PMDB), afirma que "ao longo do tempo, esse alívio nas contas públicas vai surtir efeito".
Jornal do Comércio - Como vê a relação do Parlamento com o governo em relação ao pacote de reestruturação do Estado?
Edu Oliveira - O tempo vai provar que o que está sendo feito precisa ser feito. Espero que os parlamentares não se rendam aos apelos das galerias e façam a votação necessária para que a gente consiga enxugar o Estado, que é muito grande, de outras décadas, quando a iniciativa privada não tinha interesse em serviços que o Estado precisava prestar. Hoje, o tempo mudou, está aí o empreendedorismo, a iniciativa privada toda para atender uma série de demandas que o Estado não precisa mais prestar. Para isso a Assembleia Legislativa tem que ser parceira.
JC - Vê o pacote como uma saída para a crise?
Oliveira - Vejo como uma medida corajosa, dolorida, mas necessária. Tenho certeza de que nenhum agente do governo, seja do Executivo ou parlamentar da base, está comemorando o pacote. Se tomaram medidas, porque se precisa encontrar um déficit menor. O Estado do Rio Grande do Sul não pode produzir moeda, então, tem que produzir economia para poder fazer com que o encontro entre receita e despesa seja equilibrado.
JC - Qual sua projeção a partir das medidas adotadas?
Oliveira - Acho que vão atenuar a crise, no momento em que são norteadas para buscar a economia da máquina pública. O cofre é só um, só existe uma fonte arrecadadora. Na medida em que começa a fechar esses gargalos, naturalmente deverá sobrar recursos para que se possa investir em outra ponta. É claro que extinção de uma fundação, uma companhia, um ente do governo hoje, em um ano, dois anos... duvido que as pessoas consigam sentir a diferença, porque será algo muito recente. Mas tenho certeza de que, no decorrer da próxima década, vai oferecer resultados. Acho que a recuperação ainda demora um pouco, essas medidas não têm efeito imediato, não sei se o próprio governo Sartori irá apresentar reais resultados de mudança, mas tenho certeza que, ao longo do tempo, esse alívio nas contas públicas vai surtir efeito.
JC - O partido pretende expulsar o ex-deputado Mário Jardel?
Oliveira - Quando foi deflagrada a Operação Gol Contra, do Ministério Público (MP - novembro de 2015), que deu início a todo o processo que resultou na cassação, formatamos no partido uma comissão de ética, que afastou o então deputado Jardel das funções partidárias. Como não tínhamos as provas que o MP tinha, que a própria Assembleia obteve, por uma questão de prudência e para não cometer injustiça, mantivemos ele na condição de afastado e não expulsamos, aguardando o desdobramento das investigações de julgamento. No momento em que acontecem, temos a tranquilidade de promover a expulsão dele sem causar nenhum dano. Agora, é questão de pouco tempo, na próxima reunião da executiva partidária, já vou propor que se encaminhe a finalização desse processo, buscando a expulsão do Jardel.
 
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