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Porto Alegre, terça-feira, 21 de maio de 2019.
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Jornal do Comércio

Política

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Governo do Estado

Edição impressa de 15/12/2016. Alterada em 21/05 às 15h22min

Feltes critica a hipocrisia em relação ao caixa-2

Bruna Suptitz
O secretário estadual da Fazenda, Giovani Feltes (PMDB), reconheceu a disseminação do uso de caixa-2 em campanhas eleitorais e criticou a hipocrisia em relação à prática. As afirmações foram feitas na noite de segunda-feira, enquanto palestrava a empresários e políticos na Associação do Comércio, Indústria e Serviços (ACI) de Carlos Barbosa, na Serra Gaúcha.
O secretário, um dos principais articuladores do pacote de reestruturação do Estado proposto pelo governador José Ivo Sartori (PMDB), fez comentários em um evento em que apresentava a situação financeira estadual e detalhava as medidas.
A fala de Feltes foi repercutida pelo jornal Contexto, de Carlos Barbosa. O Jornal do Comércio obteve um trecho da gravação da palestra, em que o secretário diz: "Não sou anjo, e anjo não se elege". O secretário faz referência às suas eleições para vereador, prefeito e deputado ao dizer que, "desde os 18 anos, não perdi uma eleição". Feltes pede "off" aos jornalistas presentes no evento, que era aberto ao público, e descreve o que seria um possível diálogo com algum doador de campanha: "'Me dá uma mão para a campanha?' 'Eu tenho R$ 5 mil, R$ 10 mil, R$ 50 mil, mas não coloca meu nome na tua prestação de contas'. Quem dizia que não?", indaga.
Para o secretário, "se eleger agora é mais difícil", fazendo referência à restrição de doação de empresários para campanhas eleitorais, que entrou em vigor este ano. "Anjo não se elege nem vereador em Carlos Barbosa. A gente tem que afastar essa hipocrisia", afirma.
Ao final do áudio, Feltes ainda menciona possíveis maneiras de conseguir recursos ilícitos para a campanha e antecipa: "vou depor contra mim". "Quem tem dinheiro de caixa-2 que não contabiliza nunca? Jogou no bicho. Então eles podem eleger vocês; igrejas, de qualquer credo; tráfico, já pensaram nisso?". Ele conclui essa colocação com a frase: "Desculpa a provocação, mas nós todos temos um pouco de culpa".
Na palestra, o secretário também fala da situação econômica do Estado e do receio do governo em não aprovar o pacote de medidas que pretende extinguir fundações e acabar com a obrigatoriedade de plebiscito para a venda de companhias estaduais, além de ajustes fiscais e trabalhistas.
Em nota, a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) afirma que as declarações são "frases esparsas e sem vinculação com o tema principal" da palestra. A nota ainda diz que Feltes utilizou as expressões "de maneira genérica, sem vinculação a um fato objetivo e específico" e diz que elas ganharam repercussão "mesmo como alerta preliminar de que se tratavam de manifestação em caráter reservado". A nota conclui dizendo que "o secretário reconhece que foram colocações fora do contexto e infelizes".
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