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Porto Alegre, quinta-feira, 15 de dezembro de 2016. Atualizado às 10h20.

Jornal do Comércio

Política

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Entrevista

Notícia da edição impressa de 15/12/2016. Alterada em 15/12 às 11h20min

Leite diz que ajudou PSDB a apoiar pacote de Sartori

Leite conversou com Lívia Araújo e Guilherme Kolling, no Politiquim, sobre os planos para 2018

Leite conversou com Lívia Araújo e Guilherme Kolling, no Politiquim, sobre os planos para 2018


Reprodução/JC
Lívia Araújo e Guilherme Kolling
Com um discurso de cortes nas despesas e no tamanho da máquina pública, o PSDB consquistou prefeituras importantes no Rio Grande do Sul e no País nas eleições municipais. O prefeito de Pelotas, Eduardo Leite (PSDB), elegeu a sucessora Paula Mascarenhas (PSDB), e defende a austeridade na gestão. 
Não apenas em Pelotas, mas também para o Estado, tanto que ajudou a convencer correligionários do PSDB a se posicionarem a favor do pacote de medidas de reestruturação do Estado do governador José Ivo Sartori (PMDB). "Não podemos nos permitir que alguns pontos impeçam a visualização de que o conjunto dessas ações é importante", opina. 
Ao participar do programa Politiquim, do site do Jornal do Comércio, Leite faz um balanço do mandato, salientando iniciativas como a licitação do transporte público e a construção da primeira Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. Em 2017, Leite fará um curso de cinco meses no Departamento de Gestão Pública da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, "para entender pontos que a gente possa incorporar para modernizar a gestão". Para 2018, pensa em disputar a Câmara Federal. "A região Sul paga o preço de não ter representação. É um dos pontos a serem olhados." No entanto, não descarta concorrer ao Palácio Piratini. "Não tenho medo de desafios", resume o tucano.
Jornal do Comércio - Qual sua avaliação do mandato na prefeitura de Pelotas ao final desses quatro anos?
Eduardo Leite - Apesar da crise e da realidade financeira difícil da região Sul do Estado, fizemos um programa de investimento em pavimentação de R$ 120 milhões. Estamos duplicando avenidas, corredores de ônibus, ciclovias, vias em bairros. Fizemos a licitação do transporte coletivo. Nunca tinha havido uma licitação e, só por ela, garantimos a renovação de mais da metade da frota: 110 novos ônibus foram incorporados, todos com acessibilidade, GPS que permite a pessoa ver em quanto tempo é a chegada, isso com apenas uma tarifa integrada. Na saúde, tivemos a inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA). São R$ 650 mil por mês para manter uma UPA aberta 24h por dia, e o município sustenta isso sozinho, graças ao foco na gestão, e cortes em outras áreas, como o gasto que tínhamos com o Carnaval na cidade.
JC - Por que foi tomada essa decisão?
Leite - O Carnaval já não tinha mais uma efetiva participação popular, e com custo de R$ 2,5 milhões... em um ano de crise, tem que se fazer a opção.
JC - Sobre a Parceria Público-Privada (PPP) para o tratamento de esgotos. Como está o andamento da medida na Câmara de Vereadores?
Leite - A gente "tirou o pé" do projeto, tiramos a demanda de uma votação do projeto na Câmara neste momento, porque precisamos superar algumas etapas internas para chegar à votação com mais dados e informações. O momento é mais propício para focar estudos de viabilidade. Publicamos um edital, empresas apresentaram seus estudos, e tiveram 4 meses para isso, apontando quais seriam as formas melhores de fazer uma PPP. Aí, para partir para uma licitação de execução e a concessão do serviço, precisaremos da aprovação da Câmara. Eu imagino que isso aconteça no primeiro semestre do ano que vem.
JC - Qual sua avaliação do pacote apresentado pelo governo Sartori, que propõe ampla mudança no Estado, com extinção e privatização de órgãos?
Leite - Não pude estudá-lo tão bem como um deputado, mas me apropriei de algumas informações. Eu ajudei meu partido a se posicionar a favor do pacote. Podemos discutir pontos a ajudar, mas não podemos nos permitir que alguns pontos impeçam a visualização de que o conjunto dessas ações é importante. O Estado precisa se modernizar. Nossa estrutura foi estabelecida ao longo de décadas por outras circunstâncias em que o Estado precisou agir, porque não havia interesse comercial de outros setores da economia. Agora, já se justifica um interesse comercial, e o Estado não precisa mais ser protagonista, podendo abrir espaço à iniciativa privada.
JC - O que está planejando para seu futuro próximo, agora que sairá da prefeitura?
Leite - Tive um convite importante da Universidade de Columbia (Estados Unidos) para frequentar, durante cinco meses, o departamento de gestão pública, e quero usar esse tempo para me aperfeiçoar. Estou há 12 anos na vida pública. Concorri com 19 anos para vereador, fui trabalhar na prefeitura como secretário municipal de Assistência Social (do governo de Bernardo de Souza, do PPS, falecido em 2010) com 20 anos; depois fui chefe de gabinete do prefeito Adolfo Fetter (PP), fui vereador e presidente da Câmara. A própria prefeitura foi um grande aprendizado, mas sei que a universidade será uma oportunidade para entender pontos que possamos incorporar para modernizar a gestão pública.
JC - Para 2018, qual sua intenção? Assembleia Legislativa, Palácio Piratini?
Leite - Também temos outras opções em 2018, como a Câmara Federal. Temos de discutir com o partido. A região Sul do Estado não tem nenhum deputado federal. Pelotas, sozinha, tem condições de eleger dois deputados. A região paga o preço de não ter uma representação. É um dos pontos a serem olhados. Tem a questão do governo do Estado, mas não é algo pelo em que eu esteja trabalhando. Ninguém pode ser candidato de si mesmo.
JC - Mas não descarta...
Leite - Eu não tenho medo de desafios. Ser prefeito de Pelotas é extremamente desafiador, mas isso precisa ser construído dentro de um projeto para o Estado. Vou interferir a favor de um projeto que entendo que vá melhorar o Estado, não necessariamente precisa ser eu à frente dele. Pode ser outra pessoa que possa canalizar melhor os sentimentos da população, vencer a eleição e ter capacidade de implementar um projeto, e me associarei a isso. No momento, estamos em 2016, o foco tem que ser na capacidade de resolver os problemas que temos agora. Temos uma pauta de projetos que precisa ser debatida.
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