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Porto Alegre, segunda-feira, 05 de dezembro de 2016. Atualizado às 21h52.

Jornal do Comércio

Política

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Partidos

Notícia da edição impressa de 06/12/2016. Alterada em 05/12 às 21h12min

PDT adia saída do governo de José Ivo Sartori

Marcus Meneghetti
Os pedetistas decidiram adiar para março do ano que vem a decisão de sair da base do governo José Ivo Sartori (PMDB). Segundo o deputado federal Pompeo de Mattos, presidente estadual da sigla, a decisão foi tomada entre a cúpula do PDT em uma reunião-almoço ontem. O encaminhamento foi anunciado aos militantes em reunião da legenda à noite.
"Ficou decidido que o partido vai reunir as coordenadorias, os diretórios municipais e os prefeitos pedetistas para tomarmos uma decisão. Vamos começar um ciclo de debates, inclusive analisando um a um os projetos do pacote encaminhado pelo Executivo à Assembleia Legislativa", revelou Pompeo.
Com isso, a bancada do PDT na Assembleia deve votar o pacote como parte da base aliada, já que, conforme previsão do líder do governo na Assembleia, Gabriel Souza (PMDB), a votação do deve acontecer antes do final do ano.
Deputados estaduais pedetistas já manifestaram voto contrário a algumas propostas, como a que derruba a obrigatoriedade de plebiscito para privatizar estatais como a CEEE e a Sulgás.
Os principais argumentos das lideranças que defendem a saída do governo Sartori - como o presidente nacional, Carlos Lupi, e o presidente da Juventude Socialista do PDT, João Henrique Cella - é de que o pacote encaminhado pelo Executivo à Assembleia Legislativa contém medidas que contrariam as bandeiras trabalhistas, como os projetos que preveem a extinção de alguns direitos dos servidores públicos, caso da licença-prêmio.
Em nota divulgada no final de novembro, a Juventude do PDT pediu que o partido entregasse todos os cargos de confiança (CCs) ao governo e saísse imediatamente da gestão peemedebista. Também pediam que os deputados votassem contra todas as propostas do pacote e que fosse realizada uma auditoria nas contas públicas do Estado.
"Acho que poderíamos ponderar a favor de um ou outro projeto. Mas a Juventude do PDT é contra privatizações, contra a extinção das fundações e a favor de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para abrir a caixa-preta que é a Secretaria Estaduald a Fazenda", disse Cella.
O presidente da Juventude do PDT completou: "O projeto do governo é quebrar o Estado. Não é uma crise, é um projeto para entregar o Estado ao capital estrangeiro. É uma concepção ideológica do governador de Estado mínimo".
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