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Porto Alegre, domingo, 25 de dezembro de 2016. Atualizado às 21h21.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 26/12/2016. Alterada em 25/12 às 19h24min

Fidel Castro, Hitler e igualitarismo

Irani Mariani
Stephen R. Covey assim concluiu seu livro Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes, página 383: Creio que os princípios são leis naturais, e que Deus, o Criador e Pai de todos nós, é a fonte de todos eles, bem como a fonte de nossa consciência. Acredito que, à medida que as pessoas sejam capazes de viver a partir dessa consciência inspiradora, elas amadurecem e realizam a sua natureza. Quando não conseguem, permanecem no plano dos animais. Nas palavras de Teilhard de Chardin: "Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual. Somos seres espirituais passando por uma experiência humana".
Fidel Castro alfabetizou, educou, garantiu saúde ao povo cubano e reduziu a mortalidade infantil a níveis invejáveis. Entretanto, na sua trajetória de mais de 50 anos de poder, suprimiu os direitos humanos, a liberdade de imprensa, a livre iniciativa, perseguiu as religiões, liquidou com seus adversários, deixou a população pobre, dominada por uma casta privilegiada e fundamentalista e, por isso, se isolou do mundo civilizado e democrático. Fidel, ainda, foi a pessoa que mais sofreu tentativas de assassinato no mundo, ao todo 638, todas debeladas por sua destemida guarda pessoal. Fidel governou sem oposição, pois seus opositores tiveram que fugir para não serem mortos.
Adolf Hitler e Fidel Castro se encontraram nos extremos, um pela tentativa de implantar a supremacia da raça (arianismo) e outro pela tentativa de, pela lavagem cerebral, implantar a igualdade entre os seus dominados. Ambos fracassaram, porque afrontaram princípios fundamentais inerentes ao ser humano, entre eles a liberdade. Aliás, atentados contra princípios naturais sempre redundaram em fracassos e tragédias. Espera-se que, com o fim da era Fidel Castro (1959/2016), todo o caudilhismo e poder baseado no centralismo esteja chegando ao fim e que o homem, pelo voto livre e soberano, passe a conduzir seus próprios destinos.
Advogado
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