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Porto Alegre, sexta-feira, 23 de dezembro de 2016. Atualizado às 13h56.

Jornal do Comércio

Opinião

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Editorial

Notícia da edição impressa de 23/12/2016. Alterada em 23/12 às 15h00min

No Rio Grande e no País, Natal renova a fé e a esperança

Um mundo conturbado e um Brasil envolto em problemas. Há mesmo um desalento com as guerras continuadas pelo mundo, das quais a Síria é o pior exemplo, onde mulheres e crianças têm sido mortas, impiedosamente. Para alguns, as festividades de Natal soam falsas em um mundo que escolheu a guerra e o ódio, e onde milhões passam fome diariamente.
Teremos luzes, festas, árvores iluminadas, presépios, porém o Rio Grande do Sul também passa por tensões, com um crônico déficit dos cofres públicos, sem dinheiro há muito tempo, com despesas acima das receitas. Na Assembleia Legislativa, os deputados apoiaram vários projetos de enxugamento administrativo, faltando novas votações sobre outras iniciativas do governo do Estado.
Déficit recorrente é um dos motivos citados para a falta de confiança na economia desde 2015. Sem verbas, não há investimentos, e os serviços públicos só se deterioram, malgrado o bom e esforçado trabalho dos servidores em áreas essenciais, como educação, saúde, segurança e assistência social, além de investimentos na infraestrutura. As medidas são mesmo amargas, mas ninguém deu solução factível para erradicar a falta de dinheiro.
Combate à sonegação tem ações das equipes da Fazenda e afins. E cortar os incentivos fiscais dados para empresas que ainda não operavam no Estado e para aqui vieram justamente para não pagarem alguns tributos não parece ser algo lógico. E, sem isenções, muitas não iriam embora em meio à queda generalizada nas vendas?
No Rio Grande do Sul, há sempre um embate entre os opostos, irreconciliáveis, até a quebra do Estado. A má tradição administrativa gaúcha funciona assim mesmo, permitindo déficits, falta de polícia, de presídios e de professor em escola, além de aumento da criminalidade.
Só aí os agentes públicos e a população se movimentam para fazer o essencial, diante de uma crise brutal e sem precedentes, mas que tudo isso seja parte do necessário aprendizado. Aumentar impostos, nem pensar, diante da atual alta carga. Demitir servidor tem muita crítica, privatizar não querem, parcelar salários não é bom. Enfim, nada pode, mas o déficit só tem aumentado.
Infelizmente, mesmo próximo do Natal, a data comemorativa mais importante para o comércio brasileiro, a confiança dos empresários caiu em novembro, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Ora, o maior empenho dos seres humanos deveria ser prevenir ou remover o mal, neutralizando-o ou transformando-o em bem. No Natal, vamos renovar a esperança para vencermos o natural medo do futuro.
O nascimento de Jesus Cristo, há 2.016 anos, é o símbolo de que dias melhores chegariam, para todos os que praticassem o bem e amassem ao próximo como a si mesmos. Importa é que festejaremos o Natal. Independentemente de nossas religiões, é momento de reflexão, paz a confraternização, na esteira dos ensinamentos do Mestre.
Como o ano passou depressa, a frase ouvida é porque a vida está mais corrida. Nossos pais reclamavam disso, também nossos avós. Rápido demais, com certeza, o mundo mudou, e o Brasil mudou junto.
Porém não fiquemos na escuridão da transcendência, sem avaliar os ensinamentos espirituais. O amor dos pais deve ser repassado para os filhos. Afastemos de nós as preocupações, que olham em volta. A tristeza olha para trás, a fé olha para cima. Um Feliz Natal para todos!
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