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Porto Alegre, terça-feira, 13 de dezembro de 2016. Atualizado às 21h49.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 14/12/2016. Alterada em 13/12 às 21h54min

Todo poder emana do poder

Jorge Claudio de Almeida Cabral
Todo poder emana do poder e para ele é exercido, apesar de uma frase semelhante constar em nossa Constituição dizendo que a fonte e o destino são outras como símbolo democrático. Quem está no poder segue as diretrizes do poder, quer corporativo, financeiro ou ideológico. Pouco importa a vontade popular, que se faz mais presente nos dias atuais devido à transparência dos meios disponíveis de comunicação. A pressão popular nada mais serve de flexibilização com aparência de cedência para que continuem no poder agindo sob seus interesses, como se estivessem ainda encastelados como senhorios da Idade Média. Manipulam e desvirtuam iludindo a quem deveria ser beneficiado, o próprio País. Estamos assistindo a divergências entre poderes através da iniciativa popular para criar uma lei que deveria beneficiar a todo cidadão, embora ao mesmo tempo venha com certa tendência em demasia para se proteger também. Os legisladores a quem compete por ofício trazê-la ao mundo jurídico, na iminência de aprovada com a possibilidade de muitos serem atingidos, desfiguram a proposta de lei, não tão somente retirando do texto o excesso, mas enfraquece-a a tal ponto de virar antônimo do projeto inicial de combater a corrupção. Prática que ficou tão usual até quando se utiliza mecanismos para combatê-la, cria-se motivo para exercitá-la. Corrupção neste País não é só a prática do ilícito para o proveito próprio no meio administrativo público ou privado, mas também na imoralidade da existência dos excessos e benesses legais.
Afinal, o equilíbrio está no meio do meio, teria dito Sócrates. Ou o equilíbrio estaria na temperança, derivação do significado de tempero, demais ficará salgado e de menos ficará insosso, como também teria dito outro mestre.
Advogado
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