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Porto Alegre, domingo, 11 de dezembro de 2016. Atualizado às 21h49.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 12/12/2016. Alterada em 11/12 às 22h51min

Fidel, o indestrutível

Candido Mendes
A morte de Fidel deu-nos, ineditamente, o que seja a recuperação de um cânon no imaginário político do nosso tempo. Desfrutamos, neste último quinquênio, da convivência com o jogo feito, nada à lembrança, mas ao melhor cotidiano em um dado recado. A imagem icônica tornava-se intemporal na vigília da idade, do corte da figura, na moldura de uma definitiva contemporaneidade. A Cuba de Fidel viveu de uma saturação carismática em que os lances iam mais ao brio do gesto, do que, efetivamente, a contabilização de seus resultados.
Fidel pôde nos dar a resistência contra o mais violento dos capitalismos contemporâneos, no escarmento antológico do entreguismo-limite de Fulgencio Batista. Não lhe faltou a marca das tentativas e frustrações, a mostrar que, afinal, a chegada ao poder nada teve de um quadro de transações com o regime dominante, num refino da dependência. É o imaginário do confronto que não se entrega, acompanhado dos quadros vivos da luta, e no cenário da Sierra Maestra, em todo o simbólico do protesto, saído à força do interior da nação, e a se distinguir, por inteiro, de entreveros periféricos, num aguerrido da hora, e da sua possível e inócua repetição.
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