Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 08 de dezembro de 2016. Atualizado às 21h44.

Jornal do Comércio

Opinião

CORRIGIR

artigo

Notícia da edição impressa de 09/12/2016. Alterada em 08/12 às 21h06min

Sobre os javalis

Carlos Cesa Filho
Resido em Caxias do Sul, sou médico e tenho 65 anos. Talvez tenha sido o primeiro criador de javalis no Brasil. Iniciei minha criação após ter visto, na década de 1980, uma vara dos mesmos a correr nos prados da França, próximo de Paris. A Fundação Zoobotânica fornecia, na época, as matrizes. Em relação à matéria publicada no Jornal do Comércio, edição de 16/11/2016, sobre o "Sus scrofa" (javali) gostaria de tecer alguns comentários. Em todo continente europeu, e também Rússia, EUA, Canadá, Argentina e Uruguai, o javali está presente. Em nenhum destes locais desejam eliminá-lo. Estudei, na época, a espécie; seus prós e contras com certa profundidade. Visitei criações na Europa. Se continuarem a permitir o abate da forma como é proposto e executado, com os órgãos públicos relacionados sendo incompetentes para o controle e monitorização a campo, vamos acabar conseguindo a exterminação de outras espécies já ameaçadas pela caça indiscriminada, pelo simples motivo que os nossos caçadores não se limitam a abater a espécie determinada. A caça em países desenvolvidos é um assunto que concerne ao Estado. Funciona e gera recursos que contribuem à preservação da vida selvagem. Aqui, pertence a qualquer um que possua uma arma. Uma boa parte destes invade propriedades particulares. Falo com conhecimento de causa. Minha família é ligada ao campo há três gerações. Quando iniciamos a nossa criação vendíamos a carne para um restaurante chamado Costelas e Costelus em Porto Alegre. Após reportagem na TV, a febre se espalhou e havia fila para conseguir lugar no restaurante. O Ibama publicou matéria, na época, alertando para os perigos mortais do consumo da carne por poder conter uma espiroqueta chamada "Trichinella". Lacrou o restaurante. Foi água fria na fervura. Tempos depois, liberou a caça de Javalis e, hoje, no Brasil, em bons restaurantes, servem-se pratos com a dita carne. Não havia mais referência ao risco do consumo. Penso de que a matéria do JC em questão exagera os fatos. A quem interessa a reportagem da forma como foi feita?
Não crio javalis há muitos anos e não aufiro lucro com eles, porém ainda gosto de ver, aqui e ali, os poucos animais existentes em nossos matos e campos, quase estéreis de fauna nativa.
Médico, Caxias do Sul/RS
 
CORRIGIR
Seja o primeiro a comentar esta notícia