Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, domingo, 25 de dezembro de 2016. Atualizado às 19h27.

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

venezuela

Alterada em 25/12 às 20h28min

Oposição venezuelana descarta retomada do diálogo com o governo

A coalizão de oposição da Venezuela descartou o retorno, em janeiro, das negociações com o governo, a quem acusou de descumprir acordos. A postura dificulta a possibilidade de o país sul-americano encontrar uma solução negociada para a crise que enfrenta.
"Não há condições para retomar no próximo 13 de janeiro um diálogo direto", disse a Unidade Democrática, em um comunicado que publicou neste sábado e no qual pediu ao Vaticano, que atua como um facilitador no processo de diálogo, para ativar os mecanismos para verificar "o não cumprimento dos acordos" por parte do governo.
O papa Francisco comentou neste domingo a situação da Venezuela e disse em sua mensagem de Natal Urbi et Orbi que espera que a "coragem" incentive os venezuelanos a tomar medidas para encerrar as tensões.
A aliança de oposição sustenta que o governo não acatou o compromisso de fixar um calendário eleitoral, não libertou os chamados "presos políticos", não abriu um canal para receber alimentos e remédios do exterior, e mantém sua posição de confronto e não reconhecimento da Assembleia Nacional, que tem maioria de oposição.
Apesar da paralisação das negociações, a Unidade Democrática pediu ao Vaticano e à comunidade internacional que mantenham o apoio "político e diplomático".
As autoridades venezuelanas não emitiram até agora nenhum comentário em resposta à mensagem da aliança da oposição, que é acusada pelo governo de também descumprir acordos, neste caso no que se refere ao respeito às autoridades.
O líder da oposição, Henrique Capriles, pediu neste domingo que a oposição
inicie um processo de mobilização em todo o país de "pressão social" visando uma eleição geral, num processo que não está previsto na Constituição. "Somos chamados a organizar, coordenar, mobilizar o país para que exerça pressão social", disse Capriles em uma mensagem transmitida em seu blog, no qual sugere que a aliança de oposição deve ser "relançada" e propor uma nova rota que permita que os venezuelanos saiam da difícil situação que enfrentam.
Desde o início do mês, a mesa de diálogo promovida pelo Vaticano e por um grupo de ex-presidentes com o apoio da Unasul foi paralisada por causa de acusações mútuas das partes sobre o descumprimento de acordos. Facilitadores propuseram uma reunião em 13 de janeiro para retomar as conversas, mas é pouco provável que este encontro seja realizado, dada a postura assumida pela Unidade Democrática.
A crise econômica que a Venezuela enfrenta piorou em plena época de Natal, com inflação galopante e crescente escassez alimentos, medicamentos e outros bens, inclusive falta de moeda. As tensões aumentaram na semana passada, diante de motins violentos e saques a lojas registrados em algumas cidades do país após a medida tomada pelo presidente Nicolás Maduro de eliminar a nota de 100 bolívares, que é a de maior valor em circulação, para combater o contrabando de papel-moeda para a Colômbia. O presidente reverteu a medida um dia após a sua entrada em vigor, e prorrogou até 02 de janeiro a circulação da nota. 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia